Reeleição de Lula provoca reações pelo mundo; líderes de dezenas de países parabenizam presidente
China, Rússia, França, Alemanha e governos latino-americanos reconhecem vitória; Trump questiona eleição sem apresentar provas.
Publicado em 27 de outubro de 2026, 11:32 — Em São Paulo

A reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no segundo turno das eleições presidenciais realizado no domingo (25), provocou uma série de manifestações internacionais. Autoridades de diferentes continentes parabenizaram o brasileiro, defenderam a continuidade das relações diplomáticas e sinalizaram interesse em ampliar parcerias comerciais e estratégicas.
Segundo levantamento divulgado pelo UOL, pelo menos 48 líderes internacionais haviam felicitado Lula até segunda-feira (26). Entre as manifestações estão governos de esquerda, centro e direita, inclusive presidentes que mantêm divergências ideológicas com o petista.
Lula conquistou 51,79% dos votos válidos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro (PL), garantindo um quarto mandato presidencial.
China e Rússia destacam importância estratégica do Brasil
Nesta terça-feira (27), o presidente chinês, Xi Jinping, enviou uma mensagem de congratulações a Lula. O líder destacou a relevância global da parceria entre os dois países e afirmou que pretende ampliar a cooperação estratégica bilateral.
A China, principal parceiro comercial do Brasil, já havia reconhecido o resultado na segunda-feira (26), por meio de seu Ministério das Relações Exteriores. O vice-presidente chinês, Han Zheng, também parabenizou Geraldo Alckmin.
Na Rússia, Vladimir Putin destacou a atuação de Lula no fortalecimento das relações entre os dois países e na cooperação dentro do Brics.
Europa manifesta apoio e defende continuidade das parcerias
O presidente francês Emmanuel Macron parabenizou Lula e defendeu o aprofundamento da relação estratégica entre Brasil e França.
Na Alemanha, o chanceler Friedrich Merz afirmou esperar a continuidade da aproximação bilateral. Em Portugal, o primeiro-ministro Luís Montenegro destacou os vínculos econômicos e históricos entre os dois países.
O primeiro-ministro espanhol Pedro Sánchez comemorou o resultado e interpretou a vitória como um sinal de fortalecimento do campo progressista.
Também foram registradas manifestações de governos da Itália, Suécia, Noruega, Países Baixos, Áustria e Ucrânia.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky destacou a importância da participação brasileira na diplomacia internacional e agradeceu pelo apoio à soberania de seu país.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também parabenizou Lula, destacando o multilateralismo, o comércio internacional e a cooperação ambiental.
América Latina reúne manifestações de governos de direita e esquerda
Entre os países latino-americanos, a repercussão ultrapassou diferenças ideológicas.
No México, Claudia Sheinbaum celebrou a vitória. No Uruguai, Yamandú Orsi conversou com Lula e parabenizou o brasileiro pelo resultado.
O presidente chileno José Antonio Kast, de direita, reconheceu a reeleição e defendeu a continuidade das relações nas áreas de segurança e integração econômica.
Na Colômbia, Abelardo de la Espriella, que apoiou Flávio Bolsonaro, reconheceu a vitória de Lula e afirmou que a vontade dos eleitores brasileiros deve ser respeitada.
A presidente peruana Keiko Fujimori também felicitou o brasileiro, defendendo o fortalecimento da cooperação regional e de políticas voltadas à Amazônia.
Paraguai, Bolívia, Equador, Cuba, Panamá e Guiana, além de outros países do continente, também apresentaram mensagens de congratulações.
Ásia, África e Oceania também se manifestam
Na Índia, o primeiro-ministro Narendra Modi defendeu a ampliação da parceria estratégica entre os dois países e destacou prioridades compartilhadas entre nações do Sul Global.
No Japão, a primeira-ministra Sanae Takaichi enviou mensagem a Lula, manifestando interesse em ampliar a cooperação econômica e diplomática.
O presidente sul-coreano Lee Jae-myung também felicitou o brasileiro. No Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokayev destacou a atuação internacional do Brasil.
Na África do Sul, Cyril Ramaphosa classificou o resultado como uma vitória para movimentos progressistas e países do Sul Global.
Na Oceania, o primeiro-ministro australiano Anthony Albanese parabenizou Lula e manifestou interesse na continuidade da parceria bilateral.
Trump questiona eleição sem apresentar provas
Nos Estados Unidos, Donald Trump adotou posição diferente da maioria dos líderes que se manifestaram.
Na segunda-feira (26), o republicano afirmou que a eleição brasileira parecia ter sido fraudada, mas não apresentou evidências de irregularidades.
Apesar das críticas, Trump declarou que gosta de Lula e mantém uma boa relação com o presidente brasileiro.
Na Argentina, Javier Milei, aliado político de Flávio Bolsonaro, permanecia sem manifestação pública confirmada nas informações consultadas até esta terça-feira (27).
Resultado brasileiro mobiliza organismos internacionais
Além dos governos nacionais, instituições internacionais também se pronunciaram.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) destacou a participação dos eleitores brasileiros no segundo turno. A Comissão Europeia reafirmou o compromisso de cooperação com o Brasil, enquanto representantes da União Africana, do Conselho da Europa e do Banco Interamericano de Desenvolvimento também apresentaram manifestações.
A repercussão internacional evidencia a importância do Brasil nas relações comerciais e diplomáticas, em um cenário marcado por disputas geopolíticas, desafios ambientais e diferenças políticas entre governos.




