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Quem são os deputados de São Paulo que não se reelegeram em 2026

Quinze deputados federais e vinte estaduais disputaram de novo e perderam a vaga; outros catorze tentaram cargos diferentes e ficaram sem mandato. Bancadas terão 47% e 45% de caras novas.

GP
Guilherme Pinazza

Publicado em 5 de outubro de 2026, 11:28 — Em São Paulo

4 min de leitura
Quem são os deputados de São Paulo que não se reelegeram em 2026
Quem não se reelegeu: deputados de São Paulo nas Eleições 2026Foto: Foto: divulgação TSE · arte Canal Estado SP

Dos 70 deputados federais e 94 estaduais eleitos por São Paulo em 2022, 35 tentaram a reeleição e não conseguiram: 15 na Câmara dos Deputados e 20 na Assembleia Legislativa. Outros 14 mudaram de cargo e também ficaram pelo caminho, e 23 sequer disputaram. O resultado é uma renovação de 47% na bancada federal e de 45% na Alesp, segundo o cruzamento feito pelo Canal Estado SP entre a base de 2022 do Canal Votos e a totalização do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do primeiro turno das Eleições 2026.

A proclamação oficial dos eleitos nos cargos proporcionais ainda não saiu: o TSE concluiu 100% das seções, mas não havia fechado a distribuição das vagas até a manhã desta segunda-feira (5). A lista de eleitos usada aqui é a divulgada pela Alesp e pela imprensa a partir da totalização; os votos são os do TSE.

Câmara dos Deputados: 15 ficaram de fora

Entre os que disputaram de novo a vaga de deputado federal e perderam, as quedas de votação mais fortes foram de nomes que vinham de bancadas inteiras: Fabio Teruel (MDB) caiu de 235 mil votos para 75 mil; Delegado da Cunha, que trocou o PP pelo União Brasil, foi de 181 mil para 26 mil; Vinicius Carvalho, agora no PL, de 113 mil para 12,7 mil.

O PT perdeu dois veteranos: Rui Falcão, ex-presidente nacional do partido, ficou em 49º lugar com 106 mil votos, e Paulo Teixeira em 51º, com 106 mil. Não houve vaga para os dois na federação Brasil da Esperança, que elegeu nomes mais votados como Luna Zarattini, Alencar Santana e Jilmar Tatto.

  • Rui Falcão (PT): 193.990 votos em 2022 → 106.443 em 2026, 49º colocado
  • Paulo Teixeira (PT): 122.800 → 106.062, 51º
  • Alex Manente (Cidadania): 196.866 → 102.716, 53º
  • Vitor Lippi (PSDB → PSD): 106.661 → 88.462, 69º
  • Fabio Teruel (MDB): 235.165 → 75.251, 77º
  • Milton Vieira (Republicanos): 98.557 → 68.093, 84º
  • Marangoni (União → Podemos): 89.390 → 67.111, 85º
  • Antonio Carlos Rodrigues (PL → Podemos): 73.054 → 66.494, 88º
  • Bruno Ganem (Podemos): 141.595 → 64.221, 89º
  • David Soares (União → Podemos): 93.831 → 61.366, 92º
  • Cezinha de Madureira (PSD → PL): 143.434 → 60.596, 94º
  • Fausto Pinato (PP → União): 72.169 → 52.720, 102º
  • Gilberto Nascimento (PSC → Podemos): 95.077 → 43.977, 118º
  • Delegado da Cunha (PP → União): 181.568 → 26.497, 152º
  • Vinicius Carvalho (Republicanos → PL): 113.009 → 12.773, 214º

Dois deputados federais tentaram outro cargo e não se elegeram: Marina Silva (Rede) disputou o Senado e ficou em quarto lugar, com 7,86 milhões de votos, fora das duas vagas; Alexandre Leite (União) concorreu à Alesp e terminou em 82º. No sentido contrário, Capitão Derrite deixou a Câmara e foi o senador mais votado do estado, e Luiza Erundina, aos 91 anos, trocou Brasília pela Alesp e se elegeu com 169 mil votos.

Outros 14 deputados federais de 2022 não concorreram a nenhum cargo em São Paulo neste ano, entre eles Guilherme Boulos, Carla Zambelli, Eduardo Bolsonaro, Ricardo Salles, Rosângela Moro, Luiz Marinho, Alexandre Padilha e Tiririca.

Alesp: 20 perderam a cadeira

Na Assembleia, o caso mais emblemático é Jorge Wilson, o Xerife do Consumidor (Republicanos), que tinha 177 mil votos em 2022 e ficou com 61 mil, em 107º lugar. Maurici (PT) caiu de 121 mil para 64 mil; Oseias de Madureira, que trocou o PSD pelo PL, de 137 mil para 42 mil; Valeria Bolsonaro (PL), de 131 mil para 51 mil. A sambista Leci Brandão (PCdoB), na Alesp desde 2011, não renovou o mandato: 53 mil votos, 129ª colocada.

  • Beth Sahão (PT): 65.407 → 66.572, 93ª
  • Rafa Zimbaldi (Cidadania → União): 76.910 → 66.425, 96º
  • Dr. Eduardo Nóbrega (Podemos → MDB): 53.607 → 65.318, 102º
  • Maria Lúcia Amary (PSDB → PSD): 66.956 → 64.839, 103ª
  • Maurici (PT): 121.455 → 64.675, 104º
  • Paulo Corrêa Jr. (PSD → Republicanos): 62.239 → 64.402, 105º
  • Jorge Wilson Xerife do Consumidor (Republicanos): 177.614 → 61.708, 107º
  • Jorge do Carmo (PT): 82.054 → 60.607, 112º
  • Rui Alves (Republicanos): 91.717 → 60.544, 113º
  • Felipe Franco (União): 90.440 → 59.518, 117º
  • Simão Pedro (PT): 59.785 → 59.185, 120º
  • Edna Macedo (Republicanos): 82.932 → 55.086, 125ª
  • Daniel Soares (União): 81.753 → 53.812, 127º
  • Leci Brandão (PCdoB): 90.496 → 53.149, 129ª
  • Valeria Bolsonaro (PL): 131.557 → 51.274, 132ª
  • Oseias de Madureira (PSD → PL): 137.205 → 42.223, 149º
  • Vitão do Cachorrão (Republicanos → Podemos): 56.729 → 41.383, 152º
  • Clarice Ganem (Podemos): 59.342 → 38.302, 160ª
  • Dalben (Cidadania → PSD): 93.397 → 27.937, 193º
  • Marcio Nakashima (PDT → PSD): 85.195 → 26.794, 195º

Chama a atenção que vários perderam a vaga mesmo com votação parecida ou maior que a de 2022, como Beth Sahão, Eduardo Nóbrega e Paulo Corrêa Jr. É o efeito do sistema proporcional: a cadeira depende do desempenho da legenda ou federação, e a votação recorde de Eduarda Campopiano (1,96 milhão) puxou uma bancada de 27 deputados para o PL, encolhendo o espaço dos demais partidos.

Tentaram a Câmara e não chegaram

Treze deputados estaduais abriram mão da reeleição para disputar vaga federal. Cinco conseguiram: André do Prado foi eleito senador, e Guilherme Cortez, Altair Moraes, Milton Leite Filho e Gil Diniz entraram na Câmara. Oito ficaram sem mandato: Major Mecca (PL), que tinha 224 mil votos para a Alesp, fez 29 mil para federal; Tomé Abduch (Republicanos), de 222 mil para 72 mil; Guto Zacarias (União → Missão), de 152 mil para 41 mil; além de Reis (PT), Marina Helou (Rede → PSB), Andréa Werner (PSB), Marcia Lia (PT) e Dr. Elton (PSC → União).

Nove deputados estaduais de 2022 não disputaram nenhum cargo este ano, entre eles Carlos Cezar (PL), Gerson Pessoa (Podemos), Edmir Chedid (União), Vinicius Camarinha e Carlão Pignatari (PSDB) e Rafael Silva (PSD), que foi substituído na urna pelo filho, Rafael Silva Jr., eleito.

Como foi feito

O levantamento compara os eleitos em 2022 (titulares, sem os suplentes que assumiram ao longo da legislatura) com os candidatos de 2026 registrados no TSE, pelo nome civil, e com as listas de eleitos divulgadas pela Alesp e pela imprensa. A votação de cada um, em 2022 e em 2026, vem dos arquivos oficiais do TSE e pode ser conferida cidade por cidade no painel do Canal Votos.

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