PL pode lançar chapa "puro-sangue" após impasse na escolha de vice de Flávio Bolsonaro
A uma semana do encerramento do prazo para as convenções partidárias, o Partido Liberal (PL) ainda enfrenta dificuldades para definir quem ocupará a vaga de vice na chapa encabeçada pelo senador Flávi
Publicado em 29 de julho de 2026, 13:35 — Em São Paulo

A uma semana do encerramento do prazo para as convenções partidárias, o Partido Liberal (PL) ainda enfrenta dificuldades para definir quem ocupará a vaga de vice na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República.
Sem avanços nas negociações para atrair partidos aliados, cresce entre integrantes da legenda a avaliação de que a candidatura poderá seguir com uma chapa formada exclusivamente por filiados ao PL, no modelo conhecido nos bastidores políticos como "chapa puro-sangue".
A definição precisa ocorrer até a próxima quarta-feira, dia 05, que é a data limite para a formalização das chapas durante o período das convenções. Inicialmente, a estratégia da campanha era utilizar a indicação ao posto de vice como principal instrumento para ampliar a coalizão e conquistar o apoio de partidos do Centrão. As tratativas, porém, não evoluíram como esperado.
Nos bastidores, interlocutores atribuem o cenário às dificuldades enfrentadas pela campanha para ampliar o diálogo com dirigentes de outras legendas e conquistar setores do eleitorado moderado. Dirigentes de partidos que participaram das conversas avaliam que não houve um ambiente político favorável para a construção de uma aliança nacional.
As negociações envolveram principalmente União Brasil, PP, Republicanos e Podemos. No caso de União Brasil e PP, que integram uma federação partidária, a tendência é que não haja apoio formal a nenhum candidato à Presidência, deixando a decisão a cargo dos diretórios estaduais.
O Podemos também ainda não definiu seu posicionamento. A convenção nacional da legenda está marcada para o próximo domingo, dia 02, mas integrantes do partido indicam que a tendência é pela neutralidade na disputa presidencial.
Entre as alternativas avaliadas pela campanha, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques aparece como o nome preferido para ocupar a vaga de vice. Filiada ao Republicanos, ela participa da elaboração do programa econômico da campanha e coordenou a construção de propostas voltadas ao eleitorado feminino.
A eventual indicação, no entanto, depende de um acordo entre o PL e o Republicanos. Apesar das conversas, integrantes da legenda também sinalizam preferência por permanecer fora da disputa presidencial. A posição oficial deverá ser definida durante a convenção nacional do partido, prevista para a próxima terça-feira, dia 04.
Caso as negociações não avancem até o fim do prazo legal, o PL deverá optar por uma composição exclusivamente interna, encerrando a tentativa de ampliar sua base de apoio por meio da escolha do candidato a vice-presidente.



