Mulheres ocupam menos de um terço das cadeiras da nova Alesp
Nova composição terá 28 mulheres e 66 homens entre os 94 deputados estaduais eleitos
Publicado em 5 de outubro de 2026, 11:04 — Em São Paulo

A nova composição da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) continuará sendo majoritariamente masculina após as eleições de 2026.
Das 94 cadeiras em disputa, 66 foram conquistadas por homens, o equivalente a 70,2% do total. As mulheres ficaram com 28 vagas, representando 29,8% da nova Assembleia.
O resultado mostra que a presença feminina no Legislativo paulista permanecerá abaixo de um terço das cadeiras.
Mulheres eram parcela maior entre as candidaturas
Entre as candidaturas analisadas no levantamento, as mulheres representavam 33,6% do total, proporção superior aos 29,8% registrados entre os eleitos.
Isso significa que a participação feminina diminuiu quando se compara o universo de candidaturas com a composição efetivamente eleita.
Reeleitos também são maioria masculina
Entre os 52 deputados que conseguiram renovar o mandato, 36 são homens e 16 são mulheres.
Nesse grupo, as mulheres representam 30,8% dos reeleitos.
A diferença também aparece entre os parlamentares que chegam pela primeira vez à nova composição.
Dos 42 nomes que não estavam entre os eleitos de 2022, 30 são homens e 12 são mulheres, o equivalente a 28,6% de presença feminina entre os novos integrantes.
Mulher foi a mais votada de São Paulo
Mesmo sendo minoria em número de cadeiras, as mulheres tiveram o maior destaque individual da eleição para deputado estadual.
Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, recebeu 1.956.238 votos e terminou como a candidata mais votada para a Alesp em 2026. Ela também será a parlamentar mais jovem da nova legislatura.
Outro destaque é Luiza Erundina (PSOL), eleita aos 91 anos e que será a integrante mais velha da Casa.
Sete em cada dez cadeiras serão ocupadas por homens
Com 66 homens e 28 mulheres, aproximadamente sete em cada dez vagas da Alesp continuarão sob representação masculina.
A nova legislatura também terá renovação relevante: 42 dos 94 eleitos não estavam entre os vencedores da eleição estadual de 2022.
Mesmo com a renovação, a distribuição por gênero mostra que a Assembleia paulista seguirá com uma composição majoritariamente masculina a partir de 2027.




