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Lula, Alcolumbre e Motta fecham acordo por pautas no Congresso

Medidas incluem o fim da escala 6x1 e projetos considerados estratégicos pelo governo.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 1 de setembro de 2026, 11:42 — Em São Paulo

2 min de leitura
Lula, Alcolumbre e Motta fecham acordo por pautas no Congresso
Lula, Alcolumbre e Motta fecham acordo por pautas no Congresso

Uma articulação entre o Palácio do Planalto e os comandos do Senado e da Câmara dos Deputados recolocou na agenda do Congresso propostas consideradas estratégicas pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente do Senado e do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), deu andamento a um conjunto de matérias que estavam sem avanço e que agora devem ganhar prioridade durante o esforço concentrado desta semana.

O movimento é resultado de negociações envolvendo Lula, Alcolumbre e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB). O entendimento estabeleceu uma agenda de votações para os próximos dias, em um momento de forte disputa política e de proximidade com o calendário eleitoral.

Entre os temas que voltaram ao centro das discussões está a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A PEC, já aprovada pela Câmara, estabelece mudanças na jornada semanal e prevê dois dias de descanso remunerado. A matéria será analisada pelo Senado, onde a expectativa é de avanço na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).

A pauta, porém, vai além da questão trabalhista. Também estão entre as prioridades a PEC da Segurança Pública, medidas relacionadas às compras internacionais, a criação de uma política nacional para minerais críticos e estratégicos e o regime especial de tributação para empresas de data centers.</u>

O acordo representa uma reaproximação institucional entre o governo e os presidentes das duas Casas legislativas. Na prática, a articulação cria uma janela para que projetos defendidos pelo Executivo avancem em um período considerado decisivo para a agenda política de 2026.

Apesar do avanço na tramitação, as propostas ainda dependem da análise e da votação dos parlamentares. No caso das PECs, o caminho é ainda mais complexo, já que mudanças na Constituição exigem quórum qualificado e aprovação em dois turnos.

Alcolumbre afirmou que o Congresso deve deliberar sobre as matérias durante a semana de esforço concentrado, prevista para ocorrer entre 31 de agosto e 4 de setembro. A ideia é acelerar a análise antes da interrupção das votações em razão do período eleitoral.

O avanço da escala 6x1, em especial, promete provocar um dos debates mais intensos. De um lado, trabalhadores e entidades sindicais defendem a redução da jornada como uma forma de melhorar a qualidade de vida e ampliar o tempo de descanso e convivência familiar. Do outro, setores empresariais alertam para possíveis impactos sobre custos, preços e organização das atividades.

Mais do que uma disputa entre governo e oposição, a discussão coloca em jogo decisões que podem produzir efeitos concretos na vida dos brasileiros. A pergunta que fica é: o Congresso deve priorizar a aprovação rápida dessas propostas ou o debate precisa ser mais amplo para avaliar os impactos econômicos e sociais de cada medida?

E você, é a favor do avanço dessas pautas no Congresso neste momento? Qual delas deveria ser prioridade?</i></b>

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