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Flávio reduz vantagem de Lula e equilibra disputa

Movimento do eleitorado acirra a disputa pelo Palácio do Planalto.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 4 de agosto de 2026, 12:30 — Em São Paulo

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Flávio reduz vantagem de Lula e equilibra disputa
Flávio reduz vantagem de Lula e equilibra disputa

A disputa pela Presidência da República apresenta equilíbrio. A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (3) mostra que a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diminuiu de forma expressiva, consolidando o cenário mais competitivo registrado pelo instituto desde abril.

No primeiro turno, Lula aparece com 41% das intenções de voto, enquanto Flávio soma 37%. A diferença de quatro pontos percentuais, dentro de uma margem de erro de dois pontos, é a menor da série recente e representa uma redução significativa em relação ao levantamento de 27 de julho, quando o presidente liderava por nove pontos.

O avanço do senador também se reflete na simulação de segundo turno. Lula registra 46% das intenções de voto, contra 45% de Flávio Bolsonaro, configurando empate técnico. Segundo o BTG/Nexus, é o confronto mais apertado desde o início do acompanhamento da corrida presidencial.

Além da aproximação entre os dois candidatos, a pesquisa aponta mudanças importantes no comportamento do eleitorado. O crescimento de Flávio foi impulsionado por grupos que historicamente demonstravam maior identificação com candidaturas de esquerda, como eleitores de baixa renda, beneficiários do Bolsa Família, moradores do Nordeste e pessoas com menor nível de escolaridade. A movimentação sugere uma reconfiguração parcial de bases eleitorais tradicionalmente consolidadas.

Os recortes regionais, entretanto, mantêm características conhecidas. Flávio Bolsonaro segue liderando com folga na Região Sul, onde alcança 51% das intenções de voto, contra 27% de Lula. No Nordeste, o presidente preserva vantagem confortável, registrando 48%, enquanto o senador aparece com 34%.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, o movimento ocorreu em sentido inverso. Flávio recuou de 31% para 21%, enquanto Lula ampliou sua presença nesse segmento, passando de 35% para 50%, consolidando vantagem entre o eleitorado mais jovem.

O levantamento também indica leve desgaste na avaliação do governo federal. A aprovação da gestão está em 47%, enquanto a desaprovação alcança 48%. Em relação ao desempenho do governo, 37% dos entrevistados o classificam como ótimo ou bom, ao passo que 43% o avaliam como ruim ou péssimo.

A pesquisa ouviu 2.002 eleitores entre os dias 31 de julho e 2 de agosto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02874/2026.

Mais do que revelar oscilações nas intenções de voto, o levantamento evidencia mudanças na composição do eleitorado e reforça que a disputa permanece aberta. Em um cenário de intensa polarização, cada pesquisa representa um retrato do momento, mas também oferece elementos para compreender como diferentes grupos sociais reagem ao contexto político, econômico e às estratégias de campanha. O verdadeiro desafio para candidatos, analistas e eleitores é interpretar esses movimentos sem perder de vista que a decisão final será construída ao longo do processo democrático, e não apenas pelos números de uma única sondagem.

Redatora: Amanda Mendes

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