Tudo é Engenharia — Você confia sem perceber
Política · Canal Estado SP

Erika Hilton e Amanda Paschoal reagem à ameaça de cassação após denúncia contra gestão Ricardo Nunes

Caso expõe tensão entre Prefeitura e Câmara Municipal e levanta questionamentos sobre transparência, fiscalização e liberdade parlamentar na capital paulista.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 6 de novembro de 2026, 10:41 — Em São Paulo

2 min de leitura
Erika Hilton e Amanda Paschoal reagem à ameaça de cassação após denúncia contra gestão Ricardo Nunes
Erika Hilton e Amanda Paschoal reagem à ameaça de cassação após denúncia contra gestão Ricardo Nunes

A movimentação na Câmara Municipal de São Paulo para avançar contra o mandato da vereadora Amanda Pascoal ganhou contornos de uma disputa política sobre fiscalização do poder público e liberdade de atuação parlamentar. A parlamentar é alvo de questionamentos após solicitar uma investigação sobre a redução da frota de ônibus durante o segundo turno das eleições, episódio que levantou suspeitas de interferência no direito de participação dos eleitores.

A denúncia remete à decisão da Prefeitura de São Paulo de reduzir a circulação de ônibus no dia da votação, medida que foi alvo de questionamento judicial. Na avaliação dos críticos da gestão Ricardo Nunes (MDB), a redução do transporte público dificultou o deslocamento de parte da população até os locais de votação e comprometeu o pleno exercício da democracia. Foi nesse contexto que Amanda Pascoal pediu a apuração do caso, utilizando as prerrogativas de seu mandato.

Agora, a possibilidade de cassação da vereadora provoca novas críticas à administração municipal. Para os apoiadores da parlamentar, tentar retirar seu mandato após uma iniciativa de fiscalização representa uma forma de intimidação política e abre um precedente preocupante para o funcionamento do Legislativo. O questionamento central é se uma representante eleita pelo voto popular poderá exercer livremente sua função de cobrar explicações do Executivo sem sofrer retaliações.

As críticas à gestão também se estendem à destinação dos recursos municipais. O discurso de oposição questiona a qualidade dos serviços públicos, especialmente nas áreas de saúde, educação e habitação, e cobra transparência sobre a aplicação da arrecadação da capital paulista. Também são mencionadas suspeitas e controvérsias envolvendo contratos e relações com grupos privados, entre elas referências aos casos Dark Horse e Banco Master, que precisam ser esclarecidas pelas autoridades competentes.

Diante da possibilidade de avanço do processo contra Amanda Pascoal, apoiadores da vereadora lançaram uma mobilização pública em defesa de seu mandato. A campanha convoca a população a acessar o endereço nunesinimigodopovo.com.br e assinar um manifesto contrário à cassação.

O episódio coloca em discussão não apenas o futuro político de uma vereadora, mas também os limites da relação entre Executivo e Legislativo em uma das maiores cidades do país. Afinal, se cabe aos parlamentares fiscalizar a administração pública e cobrar explicações sobre decisões que afetam diretamente a população, punir uma representante por levantar questionamentos pode significar um perigoso enfraquecimento desse papel. Em uma democracia, quem deve responder por possíveis irregularidades: o parlamentar que denuncia ou o governante que precisa prestar esclarecimentos?

Gostou? Compartilhe:

Leia também