CAMPINAS

Cenipa aponta falhas em queda de avião em Vinhedo

Relatório cita distração de pilotos, falhas da Voepass e da Anac

Nicolle Yaeko
Nicolle Yaeko

Publicado em 8 de julho de 2026, 15:45 — Em Campinas

1 min de leitura
Cenipa aponta falhas em queda de avião em Vinhedo
Cenipa aponta falhas em queda de avião em Vinhedo

O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) apontou múltiplos fatores contribuintes para a queda do avião da Voepass em Vinhedo, ocorrida em agosto de 2024. A minuta do relatório final da investigação indica que condutas inadequadas da tripulação, fragilidades na cultura de segurança da companhia aérea e deficiências na fiscalização da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estiveram entre as causas do acidente.

A existência do documento foi revelada por jornalista da Folha de S.Paulo. Segundo as informações apuradas, o relatório preliminar do Cenipa identifica a distração dos pilotos durante o voo como um dos elementos centrais da tragédia, sugerindo que a tripulação não teria dado atenção suficiente a alertas ou procedimentos operacionais críticos no momento que antecedeu a queda.

Além da conduta da tripulação, o documento aponta que a cultura de segurança da Voepass apresentava fragilidades estruturais. Isso significa que práticas, protocolos e mecanismos internos da empresa relacionados à prevenção de riscos operacionais seriam insuficientes para garantir a segurança dos voos de forma consistente.

A Anac também é citada na minuta por falhas no exercício de sua função fiscalizatória. O órgão regulador federal é responsável por supervisionar as operações das companhias aéreas brasileiras e garantir o cumprimento das normas de segurança da aviação civil. A investigação teria identificado que essa fiscalização apresentou lacunas no caso da Voepass.

O acidente em Vinhedo, município localizado na região metropolitana de Campinas, resultou na morte de todas as pessoas a bordo da aeronave. O caso mobilizou autoridades federais, gerou debate nacional sobre segurança aérea e permanece sob investigação oficial. O relatório final do Cenipa ainda não foi divulgado publicamente.

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