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Bancadas femininas crescem no Congresso e atingem recorde histórico nas eleições de 2026

Senado terá 18 mulheres, enquanto a Câmara dos Deputados contará com 109 deputadas federais, mas apesar do avanço, maioria das cadeiras ainda será ocupada por homens.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 5 de outubro de 2026, 15:52 — Em São Paulo

3 min de leitura
Bancadas femininas crescem no Congresso e atingem recorde histórico nas eleições de 2026
Bancadas femininas crescem no Congresso e atingem recorde histórico nas eleições de 2026Foto: Reprodução Internet

As eleições realizadas neste domingo, dia 04, ampliaram a presença feminina no Congresso Nacional e estabeleceram novos recordes de representação das mulheres na política brasileira. No Senado Federal, 12 novas senadoras foram eleitas, elevando para 18 o número de mulheres em exercício na Casa. Na Câmara dos Deputados, 109 mulheres conquistaram mandatos, o maior número já registrado em uma eleição.

Com a nova composição, as senadoras passarão a ocupar 22,2% das 81 cadeiras do Senado. O cálculo inclui a senadora Jussara Lima (PSD-PI), que exerce o mandato como suplente do ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias (PT-PI).

Até então, o maior número de senadoras em exercício simultaneamente era de 16. A eleição de 12 mulheres em um único pleito também representa um recorde. O maior número registrado anteriormente havia sido em 2002, quando oito mulheres foram eleitas para a Casa.

Ao todo, dez estados e o Distrito Federal elegeram representantes femininas para o Senado. Com a eleição de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL, o Distrito Federal passará a ter a única bancada estadual formada exclusivamente por mulheres. Elas se juntarão a Damares Alves (Republicanos), que já ocupa uma cadeira no Senado.

Entre as eleitas, três são filiadas ao PL e três ao PT. Com o resultado, o partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva passa a contar com o maior número de senadoras, totalizando quatro representantes.

Senadoras eleitas

Foram eleitas para o Senado:

Acre: Mara Rocha (Republicanos)

Alagoas: Marina JHC (PSDB)

Amapá: Rayssa Fulan (Pode)

Ceará: Luizianne (Rede)

Distrito Federal: Michelle Bolsonaro (PL) e Bia Kicis (PL)

Goiás: Gracinha Caiado (União)

Minas Gerais: Marília Campos (PT)

Pernambuco: Marília Arraes (PDT)

Rio Grande do Norte: Samanda de Lula (PT)

Roraima: Teresa Surita (MDB)

Santa Catarina: Carol di Toni (PL)

Além das novas eleitas, seis mulheres ocupam atualmente cadeiras com mandato até 2031: Damares Alves (Republicanos-DF), Professora Dorinha Seabra (União-TO), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS), eleitas titulares em 2022, além de Jussara Lima (PSD-PI) e Lourdinha Pereira (PSB-MA), que exercem os mandatos como suplentes.

Câmara também registra crescimento

Na Câmara dos Deputados, o número de mulheres eleitas chegou a 109, aproximadamente 20% acima do resultado do pleito anterior. Em 2022, foram eleitas 91 deputadas federais. Antes disso, o número havia sido de 77 mulheres em 2018, 51 em 2014 e 45 nas eleições de 2010 e 2006.

Apesar do crescimento, as mulheres ainda representam uma minoria na composição da Câmara. Dos 513 parlamentares, 404 são homens, o equivalente a cerca de 79% da Casa, enquanto as 109 deputadas correspondem a 21% das cadeiras.

As regiões Sudeste e Nordeste concentraram os maiores números de deputadas federais eleitas, com 39 e 32 representantes, respectivamente. Na sequência aparecem as regiões Sul, com 15 eleitas, Centro-Oeste, com 12, e Norte, com 11.

Distrito Federal, Piauí e Roraima não elegeram mulheres para a Câmara dos Deputados.

Erika Hilton bate recorde de votação

O pleito também foi marcado pelo desempenho de Erika Hilton (PSol-SP), que se tornou a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados na história do Brasil. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral, ela recebeu 1,596 milhão de votos.

Eleita deputada federal pela primeira vez em 2022, Erika Hilton já havia atuado como vereadora da capital paulista e integrado a Bancada Ativista na Assembleia Legislativa de São Paulo.

O aumento da presença feminina ocorre em meio a iniciativas da Justiça Eleitoral para ampliar a participação das mulheres na política. Entre as medidas estão a exigência de percentuais mínimos de candidaturas femininas e o combate à violência política de gênero.

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