Alcolumbre confronta oposição no Senado sobre urnas: "No 1º turno prestou e no 2º não?"
Presidente do Congresso rebateu críticas do PL, apontou incoerência na contestação do resultado eleitoral e criticou uso de ataques pessoais para obter votos.
Publicado em 5 de novembro de 2026, 09:13 — Em São Paulo

O presidente do Senado Federal Davi Alcolumbre (União-AP), protagonizou um momento de forte tensão no Plenário da Casa na tarde de ontem, quarta-feira dia 04 ao rebater críticas da oposição relativas à pauta legislativa e aos questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas. Em discurso firme, o parlamentar cobrou coerência política dos críticos e condenou o uso de ofensas corporativas para obter ganhos eleitorais.
O pronunciamento ocorreu após cobranças efetuadas pelo líder do Partido Liberal (PL), senador Carlos Portinho, a respeito do andamento de propostas no Senado e em defesa do entorno do senador Flávio Bolsonaro (PL).
Ao responder aos questionamentos, Alcolumbre destacou a contradição dos setores que tentam deslegitimar a apuração do segundo turno, lembrando que a mesma tecnologia de votação consagrou as expressivas bancadas eleitas pela própria oposição na primeira etapa do pleito.
“"O primeiro turno abriu a urna eletrônica, e essa mesma urna eletrônica que tem 30 anos, ela serviu para eleger 120 deputados federais do partido do candidato que perdeu a eleição. Essa mesma urna eletrônica serviu para eleger 20 e tantos senadores. Ela serviu para comemorar no primeiro turno uma eleição vitoriosa do adversário ao presidente Lula, que ganhou por mais de 2 milhões de votos no primeiro turno, e quando abriu no segundo turno não prestou mais a urna?", questionou.
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Falta de contestação no 1º turno e desabafo sobre agressões
O presidente do Congresso enfatizou que nenhum parlamentar apontou falhas ou fraudes técnicas quando os resultados do primeiro turno garantiram vitórias expressivas aos partidos oposicionistas.
“"Eu não achei um Jaime para dizer que estava errada desde o primeiro turno. Eu queria encontrar um para dizer que só deu errado no segundo turno, não, ninguém fala mais nada, ninguém avisa, deu tudo errado, subiu 10 milhões de votos, 12 milhões de votos, sei lá o que aconteceu, foi a tal da mesma urna eletrônica."
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Além de defender o sistema eleitoral, Alcolumbre fez um desabafo sobre a deterioração do nível do debate político na Casa. Ele criticou a postura de parlamentares que ultrapassam os limites institucionais ao recorrer a ataques pessoais.
“"Algumas vezes, alguns colegas nossos passam apenas do debate para as agressões em relação a esta presidência. Infelizmente, muitos atores políticos do meu país chamado Brasil se promoveram e ganharam a eleição ofendendo e agredindo as pessoas", declarou.
"E para minha tristeza e de milhões de pessoas, ganharam as eleições com base em alguma agenda específica, fosse ela contra o Judiciário, contra o Executivo ou contra o presidente do Senado Federal, porque dava voto na eleição", completou.
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Apelo por um "senso razoável de país"
Ao encerrar o pronunciamento, Davi Alcolumbre fez uma exortação aos senadores e deputados para que abandonem as narrativas eleitorais e trabalhem na busca por consensos e desenvolvimento nacional.
“"Então, eu estou pedindo a vossas excelências que nós, todos nós, somos obrigados a trazer o debate para um senso razoável de país", concluiu.
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