Rogério Marinho é oficializado pelo PL para disputar a presidência do Senado contra Davi Alcolumbre
Partido aposta no crescimento da bancada de direita para conquistar o comando da Casa; possível candidatura de Tereza Cristina preocupa aliados e pode dividir votos da oposição.
Publicado em 4 de novembro de 2026, 15:11 — Em São Paulo

O Partido Liberal (PL) oficializou hoje, quarta-feira dia 04, a indicação do senador Rogério Marinho (PL-RN) para disputar a presidência do Senado Federal. A decisão foi anunciada após uma reunião com parlamentares da legenda, em Brasília, e confirma a estratégia do partido para tentar assumir o comando da Casa.
A escolha de Marinho já era esperada nos bastidores políticos. O senador foi líder da oposição no Senado nos últimos anos e também coordenou a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), consolidando sua atuação como uma das principais lideranças do campo conservador no Congresso Nacional.
Apesar da oficialização, a candidatura ainda depende de uma articulação importante: a definição do posicionamento da senadora Tereza Cristina (PP-MS), que também tem interesse em disputar a presidência do Senado.
A possibilidade de duas candidaturas ligadas ao mesmo campo político preocupa aliados de Marinho. A avaliação é de que uma eventual divisão dos votos da direita poderá favorecer o atual presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), que pretende conquistar a recondução ao cargo.
Rogério Marinho busca acordo com Tereza Cristina
Marinho afirmou que espera construir um entendimento com Tereza Cristina no momento oportuno. Segundo o senador, os dois compartilham bandeiras e objetivos políticos, especialmente a intenção de promover mudanças na condução do Congresso Nacional.
Ao comentar a relação com a parlamentar, Marinho destacou a parceria entre os dois e defendeu a união de forças para enfrentar Alcolumbre.
“A senadora Tereza é nossa parceira, está do mesmo lado, comungamos das mesmas bandeiras, dos mesmo propósitos. E, juntos, faremos o possível para derrotar o atual presidente, senador Davi Alcolumbre”, declarou.
O líder do PL no Senado, Carlos Portinho (RJ), também demonstrou confiança na resolução do impasse. Na chegada à reunião da bancada, afirmou que a senadora sempre esteve alinhada ao grupo e deverá continuar ao lado dos aliados.
“Tereza sempre esteve conosco e seguirá”, afirmou Portinho.
Marinho afirma ter mais de 40 votos para disputar a presidência do Senado
Durante a reunião que oficializou sua indicação, Rogério Marinho declarou que já conta com mais de 40 votos para a disputa. O parlamentar classificou sua candidatura como um gesto em favor da pacificação do país.
Além disso, defendeu a retomada das discussões sobre a anistia, tema que integra a agenda política de setores da oposição.
A declaração sobre o número de apoios sinaliza a intenção do PL de demonstrar força política e ampliar a articulação entre os senadores para viabilizar a candidatura.
Davi Alcolumbre tem apoio de Lula e de parte do Centrão
Enquanto o PL trabalha para consolidar o nome de Marinho, Davi Alcolumbre articula sua permanência na presidência do Senado.
O atual presidente da Casa conta com o apoio de parte dos partidos do Centrão e de toda a base governista do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
O próprio Lula já declarou apoio à recondução de Alcolumbre, reforçando a aliança política em torno do atual comando do Senado.
O cenário coloca a eleição no centro de uma disputa que envolve não apenas a presidência da Casa, mas também o equilíbrio de forças entre governo e oposição no Congresso Nacional.
PL aposta no crescimento da direita no Senado
Uma das principais estratégias de Rogério Marinho está no fortalecimento da representação da direita no Legislativo.
O PL elegeu 19 senadores e passará a contar com 28 cadeiras no próximo ano, ampliando sua presença na composição da Casa.
Além da própria bancada, o senador busca apoio de parlamentares de outras legendas, especialmente de partidos do Centrão. PP e Republicanos aparecem entre as siglas que possuem aliados de Marinho e podem contribuir para ampliar sua base de sustentação.
A capacidade de reunir esses apoios será determinante para os próximos movimentos da candidatura.
Disputa pelo Senado depende de articulação política
Com a indicação oficializada, Rogério Marinho passa a concentrar os esforços do PL na tentativa de conquistar a presidência do Senado. Entretanto, a possível candidatura de Tereza Cristina mantém aberta uma questão estratégica para a oposição: conseguir unificar suas forças antes da votação.
Do outro lado, Alcolumbre conta com o apoio do governo federal e de parte do Centrão para buscar um novo mandato.
A eleição para a presidência do Senado deverá ser marcada pela disputa por alianças, pela força das bancadas e pela capacidade de articulação dos grupos políticos. A definição sobre uma eventual candidatura de Tereza Cristina poderá ter peso importante nesse cenário.




