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Tarcísio admite possibilidade de disputar a Presidência no futuro e começa a sinalizar planos para 2030

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu pela primeira vez de forma pública que pode considerar uma candidatura à Presidência da República no futu

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 24 de agosto de 2026, 08:45 — Em São Paulo

2 min de leitura
Tarcísio admite possibilidade de disputar a Presidência no futuro e começa a sinalizar planos para 2030
Tarcísio admite possibilidade de disputar a Presidência no futuro e começa a sinalizar planos para 2030

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu pela primeira vez de forma pública que pode considerar uma candidatura à Presidência da República no futuro. A declaração foi dada na última semana, durante uma entrevista que concedeu à Jovem Pan News.

Questionado diretamente se pretende disputar o Palácio do Planalto, Tarcísio respondeu apenas com um “Talvez”. A resposta ocorreu durante uma rodada de perguntas rápidas, em que os entrevistados deveriam escolher entre “sim”, “não” ou “talvez”.

Embora tenha evitado confirmar uma intenção concreta de disputar a Presidência, a manifestação chama atenção porque abre espaço para uma possibilidade que até então vinha sendo tratada com maior cautela pelo governador. O horizonte citado na discussão política é 2030, quando Tarcísio poderá estar diante de uma nova decisão sobre seu futuro eleitoral.

No curto prazo, entretanto, o governador está concentrado na disputa pela continuidade no comando do Estado de São Paulo. Neste ano, ele busca um segundo mandato e declarou apoio à candidatura presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL).

Durante a sabatina, Tarcísio afirmou que pretende participar de atividades de campanha ao lado de Flávio Bolsonaro. Segundo o governador, uma eventual vitória do senador na disputa presidencial poderia contribuir para uma relação mais próxima entre o governo federal e São Paulo.

Além das questões eleitorais, Tarcísio também apresentou posições sobre diferentes temas da administração paulista.

Na área de transporte, o governador descartou a realização de novas privatizações de linhas do Metrô e da CPTM, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos.

Na educação, defendeu a expansão do programa de escolas cívico-militares no Estado. Também manifestou apoio à construção de novos presídios em São Paulo.

Outro tema abordado foi o IPVA dos veículos elétricos. Tarcísio se posicionou contra a concessão de isenção do imposto para esse tipo de automóvel. Na avaliação apresentada pelo governador, o benefício não seria justificável porque os veículos elétricos não são produzidos em São Paulo. Ao comentar a possibilidade, acrescentou que a situação seria diferente caso houvesse produção desses veículos no próprio Estado: “Se fossem, sim”.

Durante a entrevista, Tarcísio também declarou apoio à anistia dos envolvidos nos atos de 08 de janeiro e se posicionou contra a regulamentação das redes sociais.

A resposta sobre uma eventual candidatura presidencial, ainda que curta e sem confirmação de um projeto eleitoral, coloca novamente o nome do governador de São Paulo no debate sobre a sucessão nacional. Por enquanto, Tarcísio mantém o foco na disputa estadual e no apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro, mas a possibilidade de uma corrida ao Planalto em um próximo ciclo eleitoral passou a ser admitida pelo próprio governador.

A declaração também reforça uma questão que deve acompanhar o cenário político nos próximos anos, sobre qual será o próximo passo de Tarcísio de Freitas depois de sua trajetória à frente do governo paulista.

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