RIO PRETO

SP classifica Rio Preto como baixa incidência de greening

Portaria estadual define regras de erradicação para produtores de citros

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 8 de julho de 2026, 15:27 — Em Rio Preto

1 min de leitura
SP classifica Rio Preto como baixa incidência de greening
SP classifica Rio Preto como baixa incidência de greening

O Governo do Estado de São Paulo publicou, nesta segunda-feira (6), a Portaria Defesa Agropecuária nº 46/2026, que classifica municípios das regiões de São José do Rio Preto, Presidente Prudente e Bauru como de baixa incidência do Huanglongbing (HLB), doença conhecida como greening, que afeta gravemente a produção citrícola.

O greening é considerado uma das doenças mais destrutivas da citricultura mundial. Sem cura conhecida, ela é transmitida pelo inseto psilídeo (Diaphorina citri) e provoca a degeneração progressiva das plantas, comprometendo a produção de frutas cítricas como laranja, limão e tangerina. Ao todo, 143 municípios do oeste, centro-oeste e noroeste paulista foram incluídos na lista de baixa incidência.

A portaria regulamenta a Resolução SAA nº 32/2026, que estabelece as medidas oficiais de prevenção e controle da doença no estado. A classificação dos municípios foi elaborada com base em dados dos relatórios semestrais enviados pelos próprios produtores, em levantamentos fitossanitários conduzidos pela Defesa Agropecuária e em estudos técnicos devidamente validados.

Para os produtores localizados em municípios de baixa incidência, como os da região de Rio Preto, a erradicação continua obrigatória para todas as plantas com sintomas da doença, independentemente da idade da árvore. Já nas cidades classificadas com alta incidência, a regra é diferente: a eliminação compulsória vale apenas para plantas com até três anos de idade, sendo dispensada para árvores adultas já infectadas.

A classificação dos municípios será revisada anualmente, sempre no mês de maio, com base nos dados mais recentes de monitoramento fitossanitário. A medida busca adequar as exigências ao perfil epidemiológico de cada região, equilibrando o controle da doença com a viabilidade econômica dos produtores rurais.

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