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SP classifica municípios por incidência de greening

Portaria estadual muda regras de combate à doença que ameaça citricultura

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Guilherme Pinazza

Publicado em 7 de julho de 2026, 08:39 — Em Presidente Prudente

1 min de leitura
SP classifica municípios por incidência de greening
SP classifica municípios por incidência de greening

O Governo do Estado de São Paulo publicou, na segunda-feira (6), uma portaria que estabelece novos critérios para o enfrentamento do HLB, conhecido como Greening, doença bacteriana considerada uma das maiores ameaças à citricultura em escala mundial. A medida classifica os municípios paulistas de acordo com o nível de incidência registrado e promove alterações nas regras vigentes para a erradicação de plantas contaminadas.

Entre os municípios classificados com baixa incidência da doença estão cidades do Oeste Paulista, região que concentra parte relevante da produção citrícola do interior do Estado. A classificação por faixas de incidência é um mecanismo que permite diferenciar as exigências de controle conforme a realidade epidemiológica de cada localidade, possibilitando abordagens mais precisas no combate ao avanço da doença.

O Greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter e não tem cura conhecida. A disseminação ocorre por meio do inseto vetor psilídeo-dos-citros, e plantas infectadas apresentam queda de produção, frutos deformados e morte progressiva. Por não ter tratamento, a erradicação das árvores contaminadas é a principal medida de controle recomendada pelas autoridades fitossanitárias.

A nova portaria altera os parâmetros que definem quando e como deve ocorrer a erradicação, adequando as exigências ao perfil de cada município. Para regiões com menor incidência, como as do Oeste Paulista, as regras podem apresentar flexibilizações nos procedimentos, embora o monitoramento continue sendo obrigatório para evitar a disseminação.

A medida impacta diretamente produtores rurais, cooperativas e toda a cadeia produtiva da citricultura na região, setor que movimenta a economia de diversos municípios do interior paulista. O cumprimento das novas diretrizes será acompanhado pelos órgãos estaduais de defesa agropecuária responsáveis pela fiscalização fitossanitária em São Paulo.

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