CAMPINAS

Operação mira fraude de R$ 3,8 bi em ICMS

Mandados foram cumpridos em condomínio de luxo e escritórios em Campinas

Nicolle Yaeko
Nicolle Yaeko

Publicado em 15 de julho de 2026, 13:48 — Em Campinas

1 min de leitura
Operação mira fraude de R$ 3,8 bi em ICMS
Operação mira fraude de R$ 3,8 bi em ICMS

O Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo (CIRA-SP) deflagrou nesta quarta-feira (15) a Operação Distrato, voltada ao combate de uma suposta fraude milionária envolvendo a venda de créditos falsos de ICMS. Em Campinas, agentes cumpriram 10 mandados de busca e apreensão em um condomínio de alto padrão e em escritórios de advocacia. Documentos, celulares e outros equipamentos eletrônicos foram recolhidos durante as diligências.

Nenhuma pessoa foi presa durante a operação em Campinas. Um dos investigados monitorados na cidade foi localizado em Botucatu, onde teve o celular apreendido pelas equipes. A ação é coordenada pela Secretaria da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, em conjunto com o Ministério Público e a Procuradoria Geral do Estado, com apoio das Polícias Civil e Militar.

Ao todo, foram cumpridos 38 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara de Crimes Tributários, Organização Criminosa e Lavagem de Bens e Valores da Capital. As diligências abrangeram outras cidades paulistas, como São Paulo, Jundiaí e Ribeirão Preto, além de Londrina e Cambé, no Paraná. Não havia mandados de prisão expedidos contra nenhum dos alvos.

As investigações apontam para um esquema que teria causado prejuízo estimado em R$ 3,8 bilhões aos cofres públicos estaduais. O caso é tratado pelas autoridades como possível atuação de organização criminosa voltada à fraude fiscal e à corrupção, com a comercialização irregular de créditos tributários de ICMS.

Entre os núcleos investigados está um grupo econômico ligado ao advogado Nelson Wilians, cujo escritório foi alvo das buscas. Anne Wilians, esposa e sócia de Nelson, também figura entre os investigados. Em Londrina, a advogada Mayra de Paula, apontada pela investigação como envolvida no esquema, igualmente é alvo da operação. A reportagem do G1 buscou contato com Nelson Wilians e sua defesa, sem resposta até a publicação.

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