OAB-SP propõe mudanças no Judiciário e mais transparência
OAB-SP defende mais transparência, diversidade e participação social na Justiça brasileira.
Publicado em 21 de agosto de 2026, 14:36 — Em São Paulo

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção São Paulo (OAB-SP) colocou em debate uma proposta de reforma do Poder Judiciário, com medidas voltadas à modernização das instituições, ao aumento da transparência e à ampliação da participação da sociedade nas decisões que envolvem a Justiça brasileira.
Entre os principais pontos apresentados pela entidade estão a revisão do modelo de mandato dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a busca por maior diversidade na composição dos tribunais e a criação de mecanismos que permitam uma participação mais efetiva da sociedade civil.
Para o presidente da OAB-SP, Leonardo Sica, a discussão parte de uma constatação: o Judiciário passou a ocupar um espaço cada vez mais relevante na vida pública brasileira e, por isso, também precisa ampliar seus mecanismos de diálogo e prestação de contas.
“O Judiciário cresceu muito, ficou muito importante na vida do país. Se ele ficou muito importante, tem que ter uma contrapartida, de mais participação, mais transparência”, afirmou Sica.
Segundo o presidente da Ordem paulista, a elaboração das propostas buscou reunir diferentes setores ligados ao sistema de Justiça. Representantes do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), presidentes de tribunais, integrantes do Ministério Público, magistrados, professores e especialistas participaram das discussões que ajudaram a formular as sugestões.
A OAB-SP também realizou uma consulta com a própria advocacia. Mais de 25 mil advogados responderam a um formulário, contribuindo para identificar questões consideradas relevantes para uma eventual transformação estrutural do Judiciário.
Um debate que ultrapassa os tribunais
A proposta coloca em discussão temas que vão além do funcionamento interno da Justiça. Questões como a duração dos mandatos dos ministros do STF, a composição dos tribunais e o nível de participação da sociedade civil podem produzir impactos diretos sobre o equilíbrio entre as instituições e sobre a relação da população com o Poder Judiciário.
A discussão, portanto, envolve uma pergunta central: como garantir um Judiciário independente e, ao mesmo tempo, cada vez mais transparente, representativo e próximo da sociedade?
Defensores de mudanças podem argumentar que novas formas de participação e controle institucional ajudam a fortalecer a confiança pública. Por outro lado, qualquer alteração precisa considerar a preservação da autonomia e da independência necessárias ao exercício da Justiça.



