Mofo no inverno agrava problemas respiratórios
Ambientes fechados favorecem umidade e risco à saúde
Publicado em 8 de julho de 2026, 11:38 — Em Franca

A chegada do inverno traz consigo um risco muitas vezes subestimado pela população: o crescimento de mofo em ambientes internos. Com temperaturas mais baixas, as pessoas tendem a manter portas e janelas fechadas por períodos prolongados, o que reduz significativamente a circulação de ar e favorece o acúmulo de umidade nas paredes, tetos e superfícies de casas e escritórios.
Especialistas da área da saúde alertam que ambientes com presença de fungos e mofo podem agravar sintomas respiratórios, como tosse persistente, coriza, espirros frequentes e crises de asma. O problema é especialmente preocupante para grupos mais vulneráveis, entre eles crianças, idosos, gestantes e pessoas que já convivem com doenças respiratórias crônicas ou alergias.
Os sinais mais comuns da presença de mofo incluem manchas escuras ou esverdeadas nas paredes e tetos, odor característico de bolor e condensação visível em vidros e superfícies frias. Quando identificados, esses indícios exigem atenção imediata, tanto para o tratamento do ambiente quanto para a avaliação médica dos moradores que apresentarem sintomas.
Para prevenir o problema, a orientação é ventilar os ambientes ao longo do dia, mesmo que por períodos curtos, aproveitando os horários de menor frio. O uso de desumidificadores também é recomendado em cômodos com maior tendência à umidade, como banheiros, cozinhas e áreas de serviço. Reparos em infiltrações e vazamentos devem ser priorizados, pois são as principais causas do acúmulo de água nas estruturas.
Na região de Franca, o inverno costuma ser seco, mas a combinação de noites frias com ambientes mal ventilados ainda representa fator de risco para o desenvolvimento de fungos. Moradores que identificarem manchas ou sentirem agravamento de sintomas respiratórios devem procurar atendimento nas unidades de saúde do município.



