Laudo descarta insanidade de ex-PM acusado de homicídio
Perícia do Imesc confirma que réu tem plena capacidade de entender seus atos
Publicado em 14 de julho de 2026, 17:18 — Em Rio Preto

A perícia psiquiátrica realizada pelo Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) descartou a insanidade mental do ex-policial militar Eduardo José de Andrade, acusado de matar Tiago de Paula, de 32 anos, a tiros, em Cedral, região de São José do Rio Preto. O laudo, emitido em 23 de junho, concluiu que Eduardo é plenamente imputável e tem capacidade de compreender o caráter criminoso de seus atos.
O crime ocorreu em novembro de 2022. Na ocasião, Eduardo estava de folga da Polícia Militar, mas utilizou uma arma da corporação para disparar ao menos sete tiros contra Tiago de Paula, que estava sentado na calçada em frente à própria residência. O acusado responde por homicídio qualificado por motivo fútil e por recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Durante o júri popular, Eduardo proferiu ameaças graves contra a juíza e os jurados, afirmando que cortaria suas cabeças, e declarou não se arrepender do crime. No interrogatório, disse: que matou e que, ao sair, continuaria matando. As declarações levaram à anulação do júri.
O documento do Imesc indica que não foram identificados elementos técnicos que apontem doença mental ou desenvolvimento mental capaz de abolir ou reduzir a responsabilidade penal do réu. A avaliação considerou histórico médico, entrevista com o acusado e documentos anexados ao processo.
Eduardo também é apontado como mandante de outro homicídio. Em fevereiro de 2025, João Gonçalves Filho, de 39 anos, foi morto com um tiro na cabeça, também em Cedral. Segundo a Justiça, o ex-PM ordenou o crime motivado por uma dívida de drogas e foi condenado a 29 anos de prisão em regime fechado por esse caso. Com o laudo psiquiátrico, o processo referente à morte de Tiago de Paula segue seu curso na Justiça.



