RIO PRETO

Justiça suspende isenção de Área Azul para pacientes

Prefeitura entrou com ADI após Câmara rejeitar veto do prefeito

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 13 de agosto de 2026, 18:16 — Em Rio Preto

1 min de leitura
Justiça suspende isenção de Área Azul para pacientes
Justiça suspende isenção de Área Azul para pacientes

A Justiça suspendeu a vigência de lei municipal de São José do Rio Preto que concedia isenção de pagamento nas vagas da Área Azul a pacientes em tratamento contínuo de saúde. A decisão foi proferida após a Prefeitura ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade contra a norma.

O embate entre os Poderes Executivo e Legislativo municipais teve início quando o prefeito vetou o projeto aprovado pela Câmara de Vereadores. Os parlamentares, no entanto, rejeitaram o veto em sessão plenária, mantendo o texto original e promulgando a lei. Diante da derrota no Legislativo, a Prefeitura recorreu ao Judiciário para questionar a constitucionalidade da norma.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade é um instrumento jurídico utilizado para contestar leis ou atos normativos que, na avaliação do requerente, contrariam princípios constitucionais. No caso em questão, o Executivo municipal argumentou que a lei aprovada pelos vereadores apresenta vícios que a tornam incompatível com o ordenamento jurídico vigente.

A suspensão judicial impede que a isenção seja aplicada enquanto o mérito da ação não for julgado definitivamente. Pacientes em tratamento contínuo que esperavam se beneficiar da medida seguirão obrigados a pagar pelo uso das vagas rotativas da Área Azul nas áreas cobertas pelo sistema no município.

O caso evidencia um conflito institucional entre a Câmara Municipal e a Prefeitura de Rio Preto em torno de políticas de mobilidade urbana e acesso a serviços de saúde. O desfecho definitivo depende do julgamento do mérito da ADI pelo Tribunal competente, sem prazo definido até o momento.

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