Câmara arquiva pedidos de CPIs em Rio Preto
Dois requerimentos não obtiveram apoio necessário
Publicado em 24 de setembro de 2026, 13:52 — Em Rio Preto

Na última sessão da Câmara Municipal de Rio Preto, os vereadores decidiram arquivar dois pedidos de Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que abordavam temas relevantes para a população. Os requerimentos, que investigariam supostas irregularidades relacionadas a uma 'rachadinha' no setor esportivo e a compra de um sítio, não conseguiram o número mínimo de assinaturas, tendo apenas cinco apoios cada um, quando o necessário é de 7 para o andamento das investigações.
Os pedidos foram apresentados pelos vereadores Montenegro e Rillo, que alegaram que as investigações poderiam trazer à tona informações importantes sobre a gestão pública e o uso de recursos públicos. A 'rachadinha' no esporte foi mencionada como uma prática que poderia estar desviando verbas destinadas a projetos esportivos na cidade, enquanto a compra do sítio levantou suspeitas sobre a transparência nas aquisições feitas pela administração municipal.
O arquivamento dos pedidos de CPI gerou reações mistas entre os parlamentares. Alguns vereadores defenderam a importância da investigação como um meio de garantir a lisura nas ações do Executivo, enquanto outros acreditam que as denúncias não possuem substância suficiente para justificar uma CPI. O debate sobre esses temas reflete uma preocupação contínua com a transparência e a responsabilidade fiscal na gestão pública de Rio Preto.
O presidente da Câmara, que não se manifestou sobre o arquivamento, poderá ser instado a explicar a decisão em futuras sessões, visto que a população acompanha de perto a atuação dos vereadores em questões que envolvem possíveis irregularidades. A falta de apoio para as CPIs levanta questionamentos sobre a disposição da Câmara em investigar a própria administração.
Com o arquivamento, os vereadores poderão focar em outras pautas legislativas, mas a discussão sobre a necessidade de maior transparência e controle das ações do poder público deve continuar. Os próximos passos incluem a possibilidade de novos requerimentos que possam abordar essas questões com um apoio mais robusto.
A sociedade civil e os órgãos de controle, como o Ministério Público, também podem entrar na discussão, uma vez que a responsabilidade pela fiscalização das ações do governo é um dever compartilhado entre diversas esferas da sociedade. O acompanhamento das próximas sessões da Câmara será fundamental para entender como esses temas continuarão a ser tratados.



