Inverno eleva risco de crises de asma
Especialistas orientam sobre prevenção e cuidados na estação fria
Publicado em 13 de julho de 2026, 15:54 — Em Rio Claro

O período de inverno exige atenção redobrada de pessoas diagnosticadas com asma, em especial crianças e adolescentes, grupo mais vulnerável às complicações respiratórias típicas da estação fria. Especialistas alertam que, embora o frio em si não seja o principal causador das crises, ele favorece uma série de condições que podem desencadeá-las ou agravá-las de forma significativa.
Entre os principais fatores de risco associados ao inverno estão o aumento na circulação de vírus respiratórios, como os causadores de gripes e resfriados, a maior permanência em ambientes fechados e com pouca ventilação, e o contato com ácaros e poeira acumulados em cobertores, travesseiros e casacos guardados durante o restante do ano. Todos esses elementos são reconhecidos gatilhos para episódios de broncoespasmo em pacientes asmáticos.
A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas que provoca episódios recorrentes de falta de ar, chiado no peito, tosse e sensação de aperto torácico. No Brasil, a condição afeta milhões de pessoas e figura entre as principais causas de internação hospitalar infantil, tornando o acompanhamento médico regular um fator essencial para o controle adequado da doença.
Os especialistas recomendam que pacientes asmáticos mantenham rigorosamente o uso dos medicamentos prescritos, mesmo na ausência de sintomas. O tratamento de manutenção, geralmente feito com corticoides inalatórios, é o principal recurso para reduzir a inflamação das vias aéreas e prevenir crises. Interromper o uso sem orientação médica é apontado como um dos erros mais comuns e perigosos durante o inverno.
Cuidados domésticos também são fundamentais. Lavar e secar bem cobertores e roupas de inverno antes de utilizá-los, manter ambientes arejados sempre que possível, evitar tapetes e cortinas pesadas nos quartos e não permitir a presença de animais domésticos nos dormitórios são medidas recomendadas para reduzir a exposição a alérgenos. Em caso de sintomas como chiado, tosse persistente ou dificuldade respiratória, a orientação é buscar atendimento médico imediatamente.



