Geração de empregos no Alto Tietê cai 55%
Região criou 1.710 vagas formais no primeiro semestre de 2026
Publicado em 2 de agosto de 2026, 10:54 — Em Mogi das Cruzes

O Alto Tietê gerou 1.710 empregos formais no primeiro semestre de 2026, o que representa uma queda de 55% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a região registrou 3.862 vagas abertas com carteira assinada. Os dados foram divulgados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, o Caged.
O levantamento considera os municípios de Arujá, Biritiba-Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis, Santa Isabel e Suzano. No acumulado de janeiro a junho de 2026, a região contabilizou 104.511 contratações e 102.801 demissões, resultando no saldo positivo de 1.710 postos de trabalho.
Entre os municípios, Itaquaquecetuba liderou a geração de empregos no semestre, com saldo superior a 1.500 vagas. Arujá e Mogi das Cruzes aparecem na sequência entre os destaques positivos da região. No sentido oposto, Poá registrou o pior desempenho do período, com fechamento de mais de 1.400 vagas formais.
No mês de junho, a região encerrou o período com saldo positivo de apenas 44 empregos formais, resultado de 16.327 admissões contra 16.283 demissões. O número representa uma retração de 95,8% em relação a junho de 2025, quando a região havia criado 1.057 vagas no mesmo mês.
No recorte de junho, Mogi das Cruzes liderou com 191 empregos gerados, seguida por Suzano, com 116 vagas, e Itaquaquecetuba, com 94. Três municípios encerraram o mês com saldo negativo, sendo Arujá o pior resultado, com fechamento líquido de 207 postos de trabalho.
O cenário regional acompanha uma tendência verificada em nível nacional. A economia brasileira gerou 921,64 mil empregos formais no primeiro semestre de 2026, segundo o Caged, indicando que a desaceleração na criação de vagas não é exclusividade do Alto Tietê.



