PRUDENTE

Furto de energia causa prejuízo de R$ 640 mil

Energisa registra 202 casos de irregularidades no primeiro semestre

Luís A. Coelho
Luís A. Coelho

Publicado em 14 de julho de 2026, 15:26 — Em Presidente Prudente

1 min de leitura
Furto de energia causa prejuízo de R$ 640 mil
Furto de energia causa prejuízo de R$ 640 mil

A Energisa registrou 202 casos de irregularidades no fornecimento de energia elétrica na região de Presidente Prudente apenas no primeiro semestre deste ano, gerando prejuízos que superam R$ 640 mil. Os dados foram divulgados pela própria concessionária como parte de um alerta sobre a prática do furto de energia, conhecida popularmente como "gato".

Segundo a empresa, o volume total de energia desviada nesse período seria suficiente para abastecer aproximadamente 4 mil famílias durante um mês inteiro. O dado evidencia a dimensão do impacto provocado pelas ligações clandestinas, que comprometem tanto a receita da distribuidora quanto a segurança e a qualidade do fornecimento para os demais consumidores da região.

O furto de energia elétrica consiste na adulteração de medidores, na realização de ligações diretas na rede sem passar pelo equipamento de medição ou em qualquer outra forma de manipulação que impeça o registro correto do consumo. A prática é considerada crime previsto no Código Penal brasileiro e pode resultar em penas de reclusão, além de multas e cobranças retroativas pelo consumo não registrado.

Além do prejuízo financeiro direto para a concessionária, o furto de energia provoca sobrecarga na rede elétrica, aumenta o risco de incêndios e acidentes graves, e pode elevar as tarifas pagas pelos consumidores regulares, já que os custos das perdas comerciais são parcialmente repassados ao sistema.

A Energisa realiza periodicamente operações de fiscalização para identificar irregularidades em unidades residenciais, comerciais e industriais. Quando constatado o desvio, a empresa interrompe o fornecimento, lavra o auto de infração e cobra os valores correspondentes ao consumo estimado no período irregular. Os casos também podem ser encaminhados às autoridades policiais para investigação criminal.

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