MARÍLIA

Funcionária denuncia injúria racial em academia

Trabalhadora também foi falsamente acusada de furto no Jardim Tangará

Luís A. Coelho
Luís A. Coelho

Publicado em 16 de julho de 2026, 15:32 — Em Marília

1 min de leitura
Funcionária denuncia injúria racial em academia
Funcionária denuncia injúria racial em academia

Uma funcionária de uma academia localizada na avenida das Esmeraldas, no Jardim Tangará, zona Leste de Marília, registrou boletim de ocorrência por injúria racial e calúnia na tarde desta quarta-feira, dia 15. A trabalhadora relatou ter sido alvo de ofensas de natureza racial e acusada falsamente de praticar furto no estabelecimento onde trabalha.

O caso foi registrado na CPJ, a Central de Polícia Judiciária de Marília, e será encaminhado para investigação pela Polícia Civil. A abertura do boletim de ocorrência é o primeiro passo formal para que as autoridades policiais apurem as circunstâncias do episódio e identifiquem possíveis responsáveis pelas condutas relatadas.

A injúria racial é tipificada pelo Código Penal brasileiro e consiste no uso de elementos referentes à raça, cor, etnia ou origem para ofender a dignidade de uma pessoa. O crime passou a ter pena equiparada à do racismo após alteração legislativa, tornando a infração inafiançável e imprescritível. Já a calúnia, também prevista no Código Penal, configura a imputação falsa de fato criminoso a outrem.

A acusação falsa de furto direcionada à funcionária representa, portanto, dupla violação: além da ofensa de cunho racial, a trabalhadora teve sua honra atingida por uma imputação de crime que, segundo o relato registrado, não ocorreu. A combinação das duas condutas torna o caso mais grave do ponto de vista jurídico.

A Polícia Civil de Marília deverá conduzir as investigações para apurar os fatos descritos no boletim de ocorrência. Não há informações divulgadas sobre a identidade da pessoa apontada como autora das ofensas nem sobre o andamento inicial das diligências.

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