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Flávio evita depoimento e recorre ao STF

Defesa do senador foi apresentada por escrito no inquérito que apura acusação de calúnia contra o presidente Lula.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 29 de julho de 2026, 17:19 — Em São Paulo

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Flávio evita depoimento e recorre ao STF
Flávio evita depoimento e recorre ao STF

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deixou de comparecer à sede da Polícia Federal nesta terça-feira (28), onde era esperado para prestar esclarecimentos no inquérito que apura o crime de calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em vez do depoimento presencial, a defesa encaminhou manifestação por escrito, que será analisada no âmbito da investigação conduzida pela corporação e supervisionada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

A Polícia Federal concluiu, em junho, que há elementos para apontar a prática do crime de calúnia. A investigação tem origem em publicações feitas por Flávio Bolsonaro na rede social X, em 3 de janeiro, nas quais o senador associou o presidente Lula ao líder venezuelano Nicolás Maduro, insinuando que o chefe do Executivo brasileiro teria vínculo com crimes atribuídos ao regime venezuelano. As declarações motivaram a abertura da investigação por suposta imputação falsa de fato definido como crime, conduta tipificada no Código Penal como calúnia.

A defesa do parlamentar sustenta que ele não cometeu qualquer irregularidade e afirma que os esclarecimentos apresentados por escrito são suficientes para demonstrar sua inocência. Caberá agora à Polícia Federal avaliar o conteúdo da manifestação antes de encaminhar o andamento do procedimento às instâncias competentes.

O episódio reacende o debate sobre os limites da imunidade parlamentar, da liberdade de expressão e da responsabilidade de agentes públicos no discurso político. Em um cenário marcado pela polarização, casos como este reforçam a importância de que divergências políticas sejam conduzidas dentro dos parâmetros legais, preservando o direito à crítica sem abrir espaço para acusações sem respaldo factual. A conclusão da investigação e as decisões do Judiciário poderão contribuir para delimitar, mais uma vez, a fronteira entre o embate político legítimo e a responsabilização por eventuais excessos.

Redatora: Amanda Mendes

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