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Escolha de Alfredo Gaspar para vice de Flávio Bolsonaro coloca investigações em pauta durante pré-campanha

Ele chega à disputa em meio à repercussão de investigações que tramitam em diferentes instâncias. Parlamentar nega irregularidades e afirma ser alvo de perseguição política.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 6 de agosto de 2026, 09:17 — Em São Paulo

2 min de leitura
Escolha de Alfredo Gaspar para vice de Flávio Bolsonaro coloca investigações em pauta durante pré-campanha
Escolha de Alfredo Gaspar para vice de Flávio Bolsonaro coloca investigações em pauta durante pré-campanha

A definição de Alfredo Gaspar (PL-AL) como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) movimentou o cenário político nacional e provocou reações dentro e fora da base aliada. Ex-promotor de Justiça, ex-secretário de Segurança Pública de Alagoas e deputado federal, Gaspar passa a integrar uma das principais apostas do partido para as eleições presidenciais de 2026.

A escolha, entretanto, também trouxe novamente ao debate público investigações envolvendo o parlamentar, já divulgadas por veículos de imprensa e que seguem em tramitação.

Entre elas está um inquérito conduzido no Supremo Tribunal Federal, relacionado a uma suspeita investigada pelas autoridades competentes. O caso ainda está em fase de apuração e não há decisão judicial definitiva ou condenação contra o deputado.

Além desse procedimento, Alfredo Gaspar também é citado em uma investigação sobre a destinação de recursos de emendas parlamentares. Conforme noticiado pela imprensa, o caso apura a aplicação de aproximadamente R$6 milhões em verbas públicas destinadas a obras e serviços em municípios alagoanos. A investigação também permanece em andamento.

A escolha do parlamentar para compor a chapa presidencial provocou avaliações divergentes entre aliados e adversários.

Integrantes do PL destacam a trajetória de Alfredo Gaspar no Ministério Público de Alagoas e na Secretaria de Segurança Pública do estado, defendendo que sua experiência fortalece o discurso da campanha nas áreas de segurança pública, combate ao crime e gestão.

Já críticos da indicação avaliam que a existência de investigações em curso pode ampliar o desgaste político da chapa durante o período eleitoral, principalmente diante da intensa exposição que acompanha uma campanha presidencial.

Nos bastidores de Brasília, lideranças políticas e representantes de diferentes segmentos também passaram a discutir os possíveis reflexos eleitorais da escolha.

Alfredo Gaspar afirma que não cometeu qualquer irregularidade e sustenta que as acusações divulgadas contra ele não possuem fundamento.

Segundo o parlamentar, as investigações decorrem de denúncias falsas e têm motivação política. Em manifestações públicas, ele informou ter adotado medidas para colaborar com os esclarecimentos solicitados pelas autoridades e declarou confiar que as apurações demonstrarão sua inocência.

O deputado também anunciou que ingressou com medidas judiciais contra parlamentares que, segundo ele, extrapolaram os limites do debate político ao fazer acusações públicas durante os trabalhos da CPMI do INSS.

No sistema jurídico brasileiro, a existência de um inquérito representa a abertura de uma investigação destinada à apuração de fatos e à coleta de provas. Essa etapa não corresponde a uma condenação nem implica reconhecimento de culpa.

Eventuais responsabilizações dependem da conclusão das investigações, da apresentação de denúncia pelo Ministério Público, do andamento do processo judicial e de decisão definitiva da Justiça, assegurados o contraditório e a ampla defesa.

Enquanto isso, Alfredo Gaspar permanece como candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro, e os procedimentos seguem sob análise das autoridades competentes.

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