Erika Hilton critica oposição durante debate sobre fim da escala 6x1
Deputada acusa oposição de recuo diante da pressão popular e sindical pelo fim da escala 6x1.
Publicado em 2 de setembro de 2026, 17:02 — Em São Paulo

A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) fez um discurso contundente durante o debate sobre o fim da escala 6x1 na Câmara dos Deputados. A parlamentar criticou deputados da oposição e afirmou que parte dos parlamentares teria mudado de posição após sofrer pressão da classe trabalhadora, de sindicatos e da sociedade.
Erika pediu que fossem mostrados os rostos dos deputados que, segundo ela, anteriormente impediram a votação de sua proposta e questionaram a falta de um estudo sobre o impacto financeiro da mudança.
“Coloca lá o rosto dos teus colegas que te atropelaram, que não te respeitaram, que não deixaram votar a tua PEC”, afirmou.”
A deputada também acusou a extrema-direita de fazer um “teatro” no plenário ao defender agora uma proposta diferente daquela que vinha sendo discutida anteriormente.
Segundo Erika, a oposição teria trabalhado para impedir a votação de uma jornada de quatro dias de trabalho por três de descanso. Para ela, a resistência acabou provocando uma reação entre trabalhadores e movimentos sindicais.
“Se hoje nós estamos votando 5 por 2, é porque eles obstruíram e impediram a votação do 4 por 3”, declarou.”
Durante o discurso, Erika afirmou ainda que os parlamentares que mudaram de posição estariam reagindo à pressão popular e que o eleitor poderá avaliar essas mudanças nas urnas.
Humilhante é não defender as próprias posições”, disse.
Ao final, Erika voltou a defender os trabalhadores e destacou a importância da mobilização social em torno da mudança na jornada de trabalho. A discussão sobre o fim da escala 6x1 envolve interesses de trabalhadores, empresas e parlamentares. Enquanto defensores da proposta argumentam que a redução da jornada pode melhorar a qualidade de vida e garantir mais tempo para descanso e convivência familiar, críticos apontam possíveis impactos econômicos para empresas e trabalhadores.
Mais do que uma disputa entre governo e oposição, o tema coloca em debate o futuro das relações de trabalho no Brasil. Até que ponto é possível reduzir a jornada sem comprometer empregos e atividade econômica? E quanto vale, para o trabalhador, ter mais tempo para viver além do trabalho?




