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"A culpa é tua": Renan Santos confronta eleitor em vídeo sobre STF e Banco Master

Em pronunciamento após alegar censura, pré-candidato à Presidência acusa o público de passividade diante de esquemas no mercado financeiro e supostos rachas na alta corte.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 2 de setembro de 2026, 16:31 — Em São Paulo

2 min de leitura
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"A culpa é tua": Renan Santos confronta eleitor em vídeo sobre STF e Banco Master
"A culpa é tua": Renan Santos confronta eleitor em vídeo sobre STF e Banco Master

Um pronunciamento divulgado nas redes sociais pelo candidato à Presidência da República Renan Santos acendeu o debate político ao unir denúncias sobre o sistema financeiro, alegações de atritos no Supremo Tribunal Federal e uma responsabilização direta do eleitorado pela crise institucional e econômica do país.

No vídeo, gravado logo após o término de uma suposta restrição de 24 horas em seus perfis digitais, o candidato afirma ter sido "convenientemente calado" por atuar como um dos principais críticos da alta corte e de operações ligadas ao mercado financeiro, especificamente o caso envolvendo o Banco Master.

Transferência de responsabilidade e crítica ao entretenimento

O ponto central do discurso reside na provocação direta ao público. Rompendo com o tom tradicional de aceno ao eleitorado, a fala atribui a degradação do cenário político à passividade da própria população:

"A culpa disso tudo que tá acontecendo não é do Lula, não é do Xandão, não é do Flávio Bolsonaro. A culpa é toda tua. Foi você que decidiu desistir do Brasil [...], que preferiu falar de entretenimento e fofocas em vez de prestar atenção no que afeta o seu bolso."

A narrativa estabelece um contraste proposital entre a atenção dada a assuntos cotidianos das redes sociais, como a vida de influenciadores e plataformas de apostas digitais, e a apatia diante de temas complexos de macroeconomia e decisões judiciais que impactam diretamente os juros e o custo de vida do cidadão.

Alegações sobre o Judiciário e o setor bancário

O texto traz ainda acusações severas contra o sistema político e financeiro, sustentando que articulações de bastidores estariam desenhadas para influenciar o pleito eleitoral em andamento. Entre os principais pontos levantados estão:

  • Tensões no STF: Alegação de divergências acentuadas e episódios de atrito entre ministros da corte durante sessões recentes;

  • Influência Econômica nas Eleições: Denúncias de que agentes financeiros ligados a bancos sob investigação continuam exercendo pressão nos bastidores políticos;

  • Socioeconomia e Juros: Conexão direta apresentada entre escândalos do setor bancário e a alta das taxas de juros pagas pelo consumidor final.

Estratégia do discurso "Anti-Establishment"

Analistas de comunicação política apontam que a tática de indicar a culpa do eleitor ("apontar o dedo") aliada ao posicionamento de vítima de censura busca construir uma imagem de independência em relação aos polos tradicionais da política. Ao atacar figuras de diferentes espectros partidários simultaneamente, o discurso tenta capturar a indignação de uma parcela do eleitorado desiludida com as opções convencionais.

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