Dona de adega é presa por fraude e bebidas falsas
Suspeita desviava energia elétrica e comercializava produtos adulterados na Baixada Santista
Publicado em 9 de julho de 2026, 12:31 — Em Baixada Santista

Uma mulher que atuava como proprietária de uma adega na Baixada Santista foi presa pela Polícia Civil após investigação que apurou dois crimes distintos: o desvio irregular de energia elétrica, prática conhecida como 'gato', e a comercialização de bebidas adulteradas ou falsificadas no estabelecimento.
A prisão foi resultado de apuração conduzida por agentes da Polícia Civil, que identificaram as irregularidades no funcionamento da adega. Além da suspeita, o marido dela também passou a ser investigado no mesmo inquérito, o que indica a possibilidade de envolvimento familiar na condução das atividades ilícitas do negócio.
O desvio de energia elétrica configura crime previsto no Código Penal brasileiro, com pena que pode chegar a quatro anos de reclusão, além de multa. A prática causa prejuízos diretos às concessionárias de energia e eleva os custos para os demais consumidores, que acabam arcando com parte das perdas por meio das tarifas.
A venda de bebidas falsificadas representa risco concreto à saúde pública, já que produtos adulterados podem conter substâncias tóxicas em concentrações elevadas, capazes de causar intoxicações graves e até óbitos. A fiscalização desse tipo de comércio envolve tanto a área policial quanto órgãos de vigilância sanitária.
As investigações seguem em andamento para apurar a extensão das práticas criminosas, o período em que ocorreram e a eventual participação de outras pessoas. A Polícia Civil não divulgou detalhes sobre a identidade da presa nem o município exato onde o estabelecimento estava localizado.



