BAIXADA SANTISTA

Crimes contra animais lideram denúncias ambientais na Baixada

Mais da metade dos registros envolvem maus-tratos, caça e posse ilegal de silvestres

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 9 de julho de 2026, 16:18 — Em Baixada Santista

1 min de leitura
Crimes contra animais lideram denúncias ambientais na Baixada
Crimes contra animais lideram denúncias ambientais na Baixada

Crimes contra animais concentram mais da metade de todas as denúncias ambientais registradas na Baixada Santista. Os casos abrangem principalmente a manutenção irregular de animais silvestres em cativeiro, a introdução de espécies sem autorização legal, a prática de caça ilegal e situações de maus-tratos a animais domésticos e selvagens.

A predominância dessas infrações no conjunto das denúncias ambientais da região evidencia um padrão preocupante de descumprimento da legislação de proteção à fauna, tanto silvestre quanto doméstica. A Baixada Santista, por sua localização próxima a áreas de Mata Atlântica e manguezais, é especialmente vulnerável a esse tipo de crime, uma vez que abriga grande diversidade de espécies nativas sujeitas à captura e ao tráfico.

A manutenção irregular de animais silvestres é uma das infrações mais recorrentes. A legislação brasileira proíbe a posse de qualquer espécie silvestre sem autorização expressa dos órgãos ambientais competentes, como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo.

A introdução de espécies sem autorização também figura entre as principais denúncias. Essa prática pode desequilibrar ecossistemas locais, prejudicar espécies nativas e causar danos irreversíveis à biodiversidade regional. A caça ilegal, por sua vez, é crime previsto na Lei de Crimes Ambientais e sujeita o infrator a penas de detenção e multa.

Os maus-tratos a animais, categoria que inclui tanto domésticos quanto silvestres, completam o grupo de infrações mais denunciadas. Qualquer cidadão pode registrar denúncias por meio dos canais oficiais dos órgãos ambientais e de segurança pública atuantes na região.

Gostou? Compartilhe:

Leia também