Caminhoneiros param no Porto de Santos pela MP do Frete
Categoria pressiona Senado a votar medida antes do prazo final
Publicado em 13 de julho de 2026, 15:59 — Em Baixada Santista

Caminhoneiros autônomos da Baixada Santista realizaram uma paralisação nesta segunda-feira (13) nas proximidades do Porto de Santos para pressionar o Senado Federal a colocar em votação a Medida Provisória 1343, conhecida como MP do Frete. A proposta altera as regras do piso mínimo rodoviário de cargas e prevê novos benefícios à categoria. Sem votação até o dia 16 de julho, a medida perderá automaticamente sua validade.
O ato na Baixada Santista integra um movimento nacional da categoria. Os manifestantes se concentraram na descida do viaduto da Alemoa, área de acesso ao Porto de Santos, desde a madrugada. No início da manhã, uma carreta foi atravessada na avenida para bloquear a passagem de veículos, gerando lentidão na região, conforme registrou a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de Santos.
A Autoridade Portuária de Santos (APS) informou, em nota, que o bloqueio foi parcial e teve duração inferior a uma hora. Segundo o órgão, os manifestantes permitiram a passagem de veículos quando solicitados, e as operações portuárias transcorreram normalmente, com as vias totalmente liberadas na sequência.
Agentes da CET e policiais militares acompanharam o protesto no local. A Prefeitura de Santos afirmou ter sido notificada previamente pelo sindicato da categoria sobre a mobilização, descrita como pacífica, e que atendeu ao pedido de apoio para garantir a ordem pública durante o ato.
A MP do Frete trata da Política Nacional de Pisos Mínimos do Transporte Rodoviário de Cargas, norma que define o valor mínimo a ser pago pelo serviço de transporte no país. O texto foi aprovado pela Câmara dos Deputados no mês passado e aguarda apreciação do Senado. Medidas Provisórias têm força de lei desde a publicação, mas precisam de confirmação do Congresso em até 120 dias, período que se encerra nesta semana para a MP 1343.



