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Aumento do ICMS sobre combustíveis em 2027

Mudanças impactam diesel e gasolina no país

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 2 de novembro de 2026, 10:06 — Em Grande ABC

2 min de leitura
Aumento do ICMS sobre combustíveis em 2027
Aumento do ICMS sobre combustíveis em 2027Foto: Divulgação/Agência SP

Em 2027, o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidente sobre combustíveis sofrerá um aumento significativo, conforme decisão aprovada pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O diesel terá uma elevação de 11% na alíquota, enquanto o imposto sobre a gasolina será fixado em R$ 1,64 por litro. Essas mudanças visam equilibrar a arrecadação de estados e municípios, refletindo diretamente nos preços pagos pelos consumidores.

Historicamente, o ICMS é um dos principais impostos que incidem sobre os combustíveis, sendo uma fonte relevante de receita para os estados. A aprovação da nova tabela de valores pelo Confaz ocorre em um contexto de crescente pressão fiscal e necessidade de ajustes orçamentários nas esferas estaduais. A mudança no ICMS foi discutida amplamente entre os secretários da Fazenda dos estados, buscando um consenso sobre a necessidade de adequação dos valores.

O aumento do ICMS sobre o diesel e a gasolina é parte de um esforço mais amplo para garantir a sustentabilidade fiscal dos estados, frente a um cenário econômico desafiador. Os novos valores entrarão em vigor em 1º de janeiro de 2027, permitindo que os consumidores se preparem para os impactos nos preços dos combustíveis e, consequentemente, na inflação.

Além dos impactos diretos sobre os preços nas bombas, a alteração do ICMS também pode afetar setores que dependem de transporte, como o de alimentos e mercadorias, podendo haver repasse de custos ao consumidor final. A expectativa é de que esta medida contribua para uma maior previsibilidade na arrecadação, ajudando os governos estaduais a planejarem suas despesas e investimentos.

As autoridades locais já estão se preparando para ajustar os orçamentos e implementar as mudanças necessárias em suas políticas fiscais. O governo de cada estado terá autonomia para decidir sobre a aplicação do novo ICMS, mas a expectativa é que a maioria siga a orientação do Confaz para evitar disparidades regionais.

A medida deve ser acompanhada de perto, tanto por órgãos governamentais quanto por entidades do setor privado, que poderão avaliar os impactos a longo prazo nas cadeias de produção e distribuição. A sociedade também deverá estar atenta às possíveis repercussões dessa mudança na dinâmica econômica local e nacional.

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