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Augusto Cury cresce nas pesquisas e chega ao 3º lugar nas Eleições 2026

Candidato do Avante passou de 2% para 11% no levantamento BTG/Nexus e de 1,6% para 7,8% na AtlasIntel.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 31 de agosto de 2026, 12:19 — Em São Paulo

3 min de leitura
Augusto Cury cresce nas pesquisas e chega ao 3º lugar nas Eleições 2026
Augusto Cury cresce nas pesquisas e chega ao 3º lugar nas Eleições 2026

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) registrou forte crescimento nas pesquisas eleitorais divulgadas nesta segunda-feira, dia 31) e passou a ocupar a terceira colocação em um dos levantamentos. O escritor avançou 6,2 pontos percentuais na pesquisa AtlasIntel e chegou a 11% das intenções de voto na sondagem BTG/Nexus.

Na AtlasIntel, Cury passou de 1,6%, registrado no levantamento anterior, para 7,8%. O salto de 6,2 pontos colocou o candidato numericamente em terceiro lugar, praticamente empatado com Renan Santos (Missão), que aparece com 7,6%.

O resultado representa uma mudança significativa em relação ao cenário registrado no fim de julho, quando Cury ocupava a sétima posição e aparecia atrás de Samara Martins (UP).

No levantamento BTG/Nexus, a evolução foi ainda maior. Cury saiu de 2% para 11%, crescimento de 9 pontos percentuais. Com o resultado, ultrapassou Ronaldo Caiado (PSD) e passou a ocupar a terceira colocação.

Exposição e redes sociais

A campanha de Augusto Cury atribui o crescimento à ampliação da exposição pública do candidato durante o período eleitoral. Segundo a assessoria, entrevistas, debates, agendas e outras aparições ajudaram a aumentar o conhecimento do eleitorado sobre a candidatura.

A presença digital também é apontada como um dos fatores relacionados ao avanço. Conteúdos com participações de Cury em entrevistas e debates, além de propostas e atividades de campanha, passaram a alcançar diferentes públicos nas redes sociais.

O Instagram foi a plataforma em que o crescimento mais chamou atenção. Na semana anterior, o candidato ganhou 2,1 milhões de seguidores em apenas três dias. O aumento, entretanto, não ocorreu na mesma proporção em outras redes, como X e YouTube, situação que despertou questionamentos entre integrantes de campanhas adversárias.

A estratégia de Cury tem concentrado o discurso em assuntos como educação, saúde mental, tecnologia, empreendedorismo, segurança pública e redução da polarização política.

De acordo com a assessoria, a intenção é posicionar o candidato como uma alternativa de centro e alcançar eleitores que buscam uma opção fora da disputa entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o campo bolsonarista.

De onde veio o crescimento

Os números da AtlasIntel mostram que o avanço de Cury ocorreu paralelamente à redução das intenções de voto de alguns dos principais candidatos.

Flávio Bolsonaro (PL) passou de 35,8% para 33,7%, queda de 2,1 pontos percentuais. Lula recuou 1,5 ponto, mas continua liderando o primeiro turno, com 43,4%.

Romeu Zema (Novo) caiu 1,8 ponto e passou a registrar 1% das intenções de voto. Samara Martins perdeu 1,2 ponto e aparece com 0,9%.

Somadas, as quedas de Flávio, Lula, Zema e Samara chegam a 6,6 pontos percentuais. O número é próximo dos 6,2 pontos conquistados por Cury.

A proximidade entre os resultados, porém, não significa necessariamente que os votos perdidos por esses candidatos tenham migrado diretamente para o candidato do Avante. Os dados indicam uma alteração no cenário eleitoral, mas não permitem estabelecer, isoladamente, a origem dos votos que impulsionaram Cury.

Renan Santos praticamente manteve seu desempenho, com recuo de 0,2 ponto, enquanto Ronaldo Caiado oscilou 0,2 ponto para cima. O movimento sugere que o crescimento de Cury pode ter ocorrido principalmente entre parcelas menos consolidadas do eleitorado dos demais candidatos.

Cury tem melhor desempenho entre jovens

A pesquisa AtlasIntel também mostra que o candidato apresenta desempenho mais expressivo entre eleitores de 25 a 34 anos. Nessa faixa etária, Cury registra 19,8% das intenções de voto.

Entre os eleitores desse grupo, Lula aparece com 29,3%, Flávio Bolsonaro com 28,1% e Renan Santos com 17%.

O candidato do Avante também apresenta índices superiores à sua média entre homens, com 8,7%, e entre eleitores com ensino médio, também com 8,7%.

Outro recorte que chama atenção é o de renda. Entre pessoas que recebem até R$2 mil, Cury chega a 14,7% das intenções de voto.

Entre eleitores evangélicos, o candidato registra 13%.

O crescimento coloca Augusto Cury em uma posição diferente daquela observada no levantamento anterior e acrescenta uma nova variável à disputa presidencial, especialmente na faixa mais jovem do eleitorado e entre os grupos nos quais sua candidatura apresenta desempenho acima da média.

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