Assédio moral no trabalho cresce em Jundiaí
Cidade registra quase 800 processos trabalhistas em seis meses
Publicado em 5 de agosto de 2026, 17:24 — Em Jundiaí

Jundiaí registrou 793 processos por assédio moral na Justiça do Trabalho somente no primeiro semestre deste ano, de acordo com dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O número evidencia que práticas como o uso de apelidos depreciativos entre colegas e chefias deixaram de ser tratadas como simples brincadeiras e passaram a ser objeto de ação judicial com frequência crescente.
O assédio moral no ambiente de trabalho é caracterizado por condutas abusivas, repetitivas e que causam dano à dignidade, à saúde física ou psicológica do trabalhador. O uso de apelidos que ridicularizam, expõem ou constrangem o funcionário se enquadra nessa categoria, independentemente da intenção de quem os utiliza.
A Justiça do Trabalho tem ampliado o reconhecimento dessas situações como ilícito trabalhista, o que explica o crescimento no volume de processos registrados. A tendência nacional aponta para maior conscientização dos trabalhadores sobre seus direitos e maior disposição para buscar reparação judicial quando se sentem humilhados no ambiente profissional.
Os processos envolvem tanto empregadores quanto colegas de trabalho, e as condenações podem incluir indenização por danos morais, cujos valores variam conforme a gravidade e a extensão do dano comprovado. Em casos mais sérios, pode haver também rescisão indireta do contrato de trabalho.
O volume registrado em apenas seis meses em Jundiaí reforça a necessidade de empresas e trabalhadores atentarem para os limites entre o ambiente de trabalho saudável e situações que configuram abuso. Especialistas recomendam que as organizações adotem políticas internas claras de prevenção ao assédio e canais de denúncia acessíveis a todos os funcionários.



