CAMPINAS

Advogados são condenados por reter R$ 239 mil de cliente

Polícia Civil apura ao menos nove inquéritos contra o mesmo escritório

GP
Guilherme Pinazza

Publicado em 7 de julho de 2026, 14:13 — Em Campinas

1 min de leitura
Advogados são condenados por reter R$ 239 mil de cliente
Advogados são condenados por reter R$ 239 mil de cliente

O escritório de advocacia Cremasco, com sede em Campinas, e os advogados José Antonio Cremasco e Thais Proença Cremasco foram condenados pela Justiça a restituir R$ 239,5 mil a um cliente que não recebeu os valores obtidos em uma ação trabalhista encerrada em 2014. A decisão foi publicada na sexta-feira (3) e ainda cabe recurso.

Além da condenação civil, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo informou que a Polícia Civil investiga outros supostos casos de apropriação de valores que seriam destinados a trabalhadores em processos conduzidos pelo mesmo escritório e pelos mesmos advogados. Há pelo menos nove inquéritos abertos.

Um dos inquéritos foi instaurado em 2025 após denúncia encaminhada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. O MP-SP apontou irregularidades relacionadas ao não repasse de quantias a trabalhadores que teriam saído vencedores em processos sob responsabilidade do escritório.

Em entrevista à EPTV, afiliada da TV Globo, Thais Proença Cremasco responsabilizou o pai, José Antonio Cremasco, pelas supostas retenções. Ela afirmou ter encerrado sua atuação no escritório paterno em 2024, após tomar conhecimento de reclamações de trabalhadores prejudicados. Segundo ela, era José Antonio quem definia em qual conta os valores deveriam ser depositados e quem realizava os pagamentos aos clientes.

José Antonio, por sua vez, atribuiu a responsabilidade à filha, alegando que ela detinha gerência total sobre as contas correntes, tanto da empresa quanto das contas pessoais. Os dois advogados trocam acusações publicamente enquanto as investigações policiais avançam e novos casos são apurados.

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