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Zema vota com celular na cabine e TRE-MG anuncia apuração

Candidato afirmou que entrou com o aparelho por hábito

NY
Nicolle Yaeko

Publicado em 4 de outubro de 2026, 11:51 — Em São Paulo

1 min de leitura
Zema vota com celular na cabine e TRE-MG anuncia apuração
Zema vota com celular na cabine e TRE-MG anuncia apuração

O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) votou na manhã deste domingo (4), em Araxá, Minas Gerais, e entrou na cabine de votação com um celular nas mãos. O episódio será apurado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG).

Zema votou na Escola Estadual Delfim Moreira, no Centro da cidade. Imagens registradas no local mostram o candidato com o aparelho enquanto estava diante da urna eletrônica.

Após a votação, Zema afirmou que levou o celular para a cabine por hábito e que não teria sido alertado sobre a necessidade de deixar o equipamento antes de votar. O candidato também negou ter tirado fotos ou utilizado o aparelho para registrar o voto.

Segundo ele, a consulta aos números dos candidatos foi feita por meio de uma “colinha” em papel.

TRE-MG vai analisar o caso

O presidente do TRE-MG, Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou que a Justiça Eleitoral vai apurar o episódio.

O uso de celulares, câmeras fotográficas, filmadoras e outros equipamentos capazes de comprometer o sigilo do voto é proibido dentro da cabine de votação.

Em nota, o TRE-MG informou que os mesários receberam orientações sobre a restrição e que ocorrências desse tipo serão analisadas pela Justiça Eleitoral.

A violação do sigilo do voto é prevista como crime eleitoral no artigo 312 do Código Eleitoral e pode resultar em pena de até dois anos de detenção.

Zema fala sobre candidatura

Depois de votar, Zema também comentou sobre a disputa pela Presidência e afirmou estar confiante no resultado das urnas. O candidato destacou sua experiência na iniciativa privada e na administração pública e disse acreditar que sua gestão em Minas Gerais o credencia para comandar o país.

Zema também defendeu o exercício da democracia e voltou a criticar decisões do Judiciário relacionadas ao processo eleitoral.

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