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ESTADO SP

Tarcísio aposta em São Paulo para impulsionar Flávio

Governador reeleito promete mobilização pelo candidato do PL no 2º turno.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 5 de outubro de 2026, 11:37 — Em São Paulo

2 min de leitura
Tarcísio aposta em São Paulo para impulsionar Flávio
Tarcísio aposta em São Paulo para impulsionar Flávio

A vitória de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no primeiro turno em São Paulo ganhou, poucas horas depois da confirmação do resultado, um novo significado dentro da disputa presidencial. Reeleito com ampla vantagem sobre Fernando Haddad (PT), o governador afirmou que pretende colocar a força política do estado a serviço da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno.

Durante a comemoração realizada na Vila Olímpia, na capital paulista, Tarcísio deixou claro que a próxima etapa da eleição será uma prioridade.

“São Paulo vai ser decisivo, podem ter certeza. Vai eleger Flávio Bolsonaro presidente da República, declarou diante de apoiadores. O governador também prometeu manter a mobilização política durante as próximas semanas.”

O discurso ocorreu após uma eleição estadual expressiva. Tarcísio foi matematicamente reeleito no primeiro turno, alcançando cerca de 62,8% dos votos válidos, enquanto Haddad terminou com aproximadamente 36,2%, segundo dados do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo.

A comemoração também teve participação de aliados do campo político bolsonarista. Durante o evento, foram realizadas chamadas de vídeo com Flávio Bolsonaro e com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que parabenizaram Tarcísio pela vitória. O governador ainda agradeceu publicamente ao ex-presidente Jair Bolsonaro, atribuindo a ele a abertura de espaço para sua entrada na política.

Ao transformar o discurso de reeleição em um ato de apoio à candidatura presidencial de Flávio, Tarcísio reforça o peso político de São Paulo na segunda etapa da eleição. O estado tem o maior eleitorado do país e, diante de uma disputa presidencial decidida por margem estreita no primeiro turno, a capacidade de mobilização de lideranças regionais passa a ocupar espaço importante na campanha.

A movimentação também evidencia uma característica particular deste segundo turno: a disputa nacional será atravessada por alianças e forças políticas construídas nos estados. Em São Paulo, Tarcísio terá quatro anos de novo mandato pela frente e, ao mesmo tempo, assume papel ativo na tentativa de ampliar o desempenho de Flávio no estado.

A questão que se coloca agora é se o apoio de uma liderança estadual com forte votação será suficiente para alterar o equilíbrio da disputa presidencial. Mais do que números e palanques, o segundo turno colocará em discussão o alcance dessas alianças e o tipo de projeto político que os eleitores paulistas estarão dispostos a apoiar.

Até onde o peso de São Paulo poderá influenciar o resultado nacional? E quais argumentos serão capazes de convencer o eleitor que ainda não definiu seu voto?

O segundo turno começa com essas perguntas em aberto e com um cenário no qual cada estado, cada liderança e cada eleitor poderá ter um papel diferente na definição do próximo presidente do Brasil.</b>

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