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CAMPINAS

Super El Nino pode elevar temperatura em Campinas

Cptec projeta alta de 2°C na média regional com picos ainda maiores

Fabricio dos Santos
Fabricio dos Santos

Publicado em 8 de setembro de 2026, 12:11 — Em Campinas

2 min de leitura
Super El Nino pode elevar temperatura em Campinas
Super El Nino pode elevar temperatura em CampinasFoto: G1 Campinas

O Super El Nino deve provocar um aumento de 2°C na temperatura média das regiões de Campinas e de Piracicaba, no interior paulista. A projeção é do Centro de Previsão do Tempo e Estudos Climáticos, o Cptec, e representa um alerta para moradores e gestores públicos sobre os impactos do fenômeno climático nos próximos meses.

O El Nino é caracterizado pelo aquecimento anormal da superfície do Oceano Pacífico, próximo à Linha do Equador. Esse aquecimento deixa a atmosfera mais quecida e reduz a frequência e a intensidade das ondas de frio que normalmente atingem o Brasil, favorecendo ondas de calor prolongadas.

A versão chamada de Super El Nino, considerada mais intensa do que a ocorrência habitual do fenômeno, amplia esses efeitos de forma significativa. Além de Campinas e Piracicaba, outras regiões do interior paulista e do sul de Minas Gerais também devem ser afetadas. A região de Ribeirão Preto é a que apresenta projeção mais preocupante, com alta prevista de 2,5°C na temperatura média. Já São Carlos deve registrar aumento de 2°C, e o sul de Minas Gerais, de 1,8°C.

Pesquisador e coordenador de operações do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais, o Cemaden, Giovanni Dolif alerta que os números médios escondem variações extremas. Segundo ele, durante os picos de calor, as temperaturas podem ficar mais de 5°C acima da média histórica, intercalando com períodos de chuva intensa.

O pesquisador Gilvan Sampaio de Oliveira, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o Inpe, explica o mecanismo por trás do calor no Sudeste. Com o Super El Nino, as frentes frias vindas da Argentina e do Uruguai ficam bloqueadas no sul do Brasil, impedindo que avancem até estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Quando chegam, chegam enfraquecidas, sem capacidade de reduzir as temperaturas de forma efetiva. No Norte e Nordeste, o cenário é de maior risco de seca.

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