Professora Bebel critica corte de R$11 bilhões na educação por Tarcísio e defende reeleição de Lula
Durante encontro com sindicatos em Piracicaba, deputada estadual aponta fechamento de salas do EJA e cobra adesão de São Paulo ao programa federal Pé-de-Meia.
Publicado em 29 de setembro de 2026, 16:38 — Em Piracicaba

Em encontro realizado na manhã desta terça-feira, dia 29, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba, a deputada estadual Professora Bebel (PT) encerrou o ciclo de debates promovido pelo Instituto Sindical de Piracicaba. Diante de uma plateia composta por lideranças de diversas categorias incluindo metalúrgicos, bancários, papeleiros, químicos, servidores municipais e aposentados, a parlamentar, que busca um novo mandato na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, reforçou seu compromisso com o desenvolvimento regional, com os serviços públicos e com a defesa dos direitos da classe trabalhadora.
Durante sua fala, Bebel enfatizou que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um passo fundamental para assegurar a estabilidade democrática e a soberania nacional. A deputada alertou para os riscos econômicos que o país enfrenta no cenário internacional e criticou a postura da oposição, representada na disputa presidencial por Flávio Bolsonaro.
Defesa da indústria nacional e diplomacia ativa
A deputada expressou forte preocupação com a política externa e o impacto das tarifas alfandegárias sobre a produção brasileira. Bebel criticou a postura de submissão de Flávio Bolsonaro em relação aos interesses dos Estados Unidos, mencionando a necessidade de uma diplomacia ativa liderada por Lula para reverter o tarifaço de 37,5% imposto pelo governo americano sobre produtos brasileiros.
“"O Brasil não pode se curvar diante dos Estados Unidos. Precisamos negociar à exaustão para barrar esse tarifaço, que ameaça diretamente a nossa economia e pode provocar demissões em massa, especialmente aqui na nossa região de Piracicaba", alertou a deputada. "Lula tem a capacidade e a legitimidade para negociar com o governo americano, garantindo a soberania nacional e protegendo o emprego dos nossos trabalhadores."”
Críticas à gestão estadual e foco na educação pública
A atuação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, foi um dos principais alvos do discurso de Bebel. A parlamentar criticou duramente o corte de R$11 bilhões no orçamento da educação paulista, apontando que o estado falha em suprir demandas básicas como a oferta de vagas em creches e pré-escolas, além de promover o fechamento de salas de aula no período noturno e na modalidade de Educação de Jovens e Adultos.
Segundo Bebel, a não adesão de São Paulo ao programa federal "Pé-de-Meia" e o avanço de processos de privatização, como o da Sabesp (que ela afirmou ter sido vendida "a preço de banana"), demonstram a ausência de um projeto de desenvolvimento social. Como alternativa para o estado, ela defendeu o fortalecimento da bancada progressista na ALESP e no Congresso Nacional, além de apoiar as candidaturas de Fernando Haddad ao governo de São Paulo e das ex-ministras Simone Tebet e Marina Silva ao Senado.
Pautas trabalhistas: Fim da escala 6x1 e direitos previdenciários
Alinhada com as demandas contemporâneas da juventude e dos trabalhadores, Bebel declarou apoio irrestrito ao fim da escala de trabalho 6x1 e à redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, sem redução salarial. A deputada rebateu os argumentos de setores conservadores que alegam prejuízos econômicos com a medida.
“"O fim da escala 6x1 trará dignidade e qualidade de vida. Os conservadores sempre usam o discurso do colapso econômico. Disseram isso na abolição da escravatura, na criação do 13º salário e do salário mínimo. O país não vai quebrar; pelo contrário, o trabalhador produzirá melhor", afirmou.”
No campo previdenciário, a deputada assumiu o compromisso de liderar um movimento nacional para revisar pontos da reforma da Previdência implementada sob a gestão de Michel Temer. Entre as prioridades estabelecidas por Bebel estão:
O evento consolidou a mobilização das forças sindicais da Região Metropolitana de Piracicaba na reta final da campanha eleitoral, que se encerra no próximo domingo, 04 de outubro.




