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Preso por suspeita de ligação com o PCC, candidato recebe mais de 9 mil votos e vira suplente na ALESP

Danilo Morgado, do PL, recebeu 9.145 votos nas eleições de 2026. Quatro dias antes da votação, o STF negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do candidato.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 9 de outubro de 2026, 13:17 — Em São Paulo

2 min de leitura
Preso por suspeita de ligação com o PCC, candidato recebe mais de 9 mil votos e vira suplente na ALESP
Preso por suspeita de ligação com o PCC, candidato recebe mais de 9 mil votos e vira suplente na ALESPFoto: Felipe Figueira

Mesmo preso desde 17 de setembro, Danilo Morgado, candidato a deputado estadual pelo Partido Liberal (PL), recebeu 9.145 votos nas eleições de 2026 e se tornou suplente da legenda na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Ele é investigado por suspeita de ligação com o Primeiro Comando da Capital.

A prisão não impediu a continuidade da campanha nas redes sociais. No domingo, dia 04, dia da votação, o perfil de Morgado publicou um vídeo em que a mãe dele aparece indo a uma urna eleitoral.

Em resposta ao comentário de uma seguidora, a página afirmou que os votos recebidos pelo candidato seriam válidos, uma vez que ele não possui condenação judicial. A publicação também manifestou a expectativa de que Morgado fosse solto ainda naquela semana.

Na quinta-feira, dia 1º, quatro dias antes das eleições, o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, negou um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa do candidato, que buscava reverter a prisão temporária.

Na decisão, Mendonça considerou que a determinação questionada estava suficientemente fundamentada. O ministro também afirmou que a reclamação constitucional não poderia ser utilizada como substituto de um recurso para reexaminar os critérios adotados na decretação da prisão.

Investigação apura suspeita de ligação com o PCC

Morgado foi preso durante a Operação Vectura Corrupta, deflagrada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo. A prisão é temporária e tem prazo de 30 dias.

Segundo as investigações, o candidato teria ligação com o núcleo político do PCC. A apuração também aponta que a campanha dele à Prefeitura de Praia Grande, no litoral paulista, em 2024, teria sido financiada pela facção criminosa.

A operação também resultou na prisão do ex-vereador Milton Leite, presidente do União Brasil em São Paulo, além de outros dez alvos. Quatro pessoas eram consideradas foragidas, conforme as informações divulgadas na reportagem original.

TSE foi questionado sobre os votos

O Tribunal Superior Eleitoral foi questionado sobre a situação eleitoral de Morgado, mas não havia respondido até a publicação da reportagem original do Metrópoles. O veículo informou que o espaço continuava aberto para manifestação.

A definição dos efeitos eleitorais do caso depende da situação jurídica do candidato e das decisões das autoridades competentes. O recebimento dos votos e a condição de suplente não significam, por si só, que ele esteja apto a assumir um mandato.

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