Prefeito de Pariquera-Açu é denunciado por transfobia
Investigação foi aberta pelo Ministério Público de SP
Publicado em 26 de outubro de 2026, 10:59 — Em Baixada Santista

O prefeito de Pariquera-Açu, Wagner Bento da Costa, do PL, foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo por suspeita de transfobia contra a deputada federal Erika Hilton, do PSOL. A denúncia foi motivada por uma publicação realizada pelo prefeito, na qual ele teria utilizado o "nome morto" da parlamentar, referindo-se a ela pelo nome que usava antes da transição de gênero. O episódio ocorreu na última quarta-feira, dia 21 de outubro, quando Wagner repostou um vídeo da deputada em suas redes sociais, sugerindo que ela se acalmasse.
A denúncia foi feita pelo estudante e ativista político Augusto Tognetti Melo Lima Araujo, que expressou sua indignação com a atitude do prefeito, considerando-a uma afronta à comunidade LGBTQIAPN+. Segundo Araujo, o uso intencional do "nome morto" é considerado um ato de transfobia e uma violação dos direitos de uma pessoa trans, o que pode configurar crime. O caso foi registrado na promotoria de Justiça de Pariquera-Açu, que confirmou a recepção da representação e decidiu encaminhá-la para investigação na delegacia local.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que a denúncia será enviada para a Delegacia Seccional de Jacupiranga, onde as devidas providências serão tomadas. A situação gerou repercussão nas redes sociais e levantou discussões sobre a responsabilidade dos representantes políticos em relação ao respeito à identidade de gênero.
Erika Hilton, que se tornou a mulher mais votada da história para a Câmara dos Deputados, tem sido uma voz ativa na luta pelos direitos da comunidade LGBTQIAPN+. A parlamentar ainda não se pronunciou oficialmente sobre a denúncia, mas a situação traz à tona a necessidade de um diálogo mais respeitoso e inclusivo na política.
Atualmente, o caso segue em investigação, e a população aguarda os desdobramentos da situação. A ação do Ministério Público reflete uma crescente preocupação com a proteção dos direitos da comunidade LGBTQIAPN+, especialmente em um contexto onde a transfobia ainda é uma realidade enfrentada por muitas pessoas no Brasil.




