BAIXADA SANTISTA

Prédios tortos de Santos dispensam intervenção estrutural agora

Prefeitura monitora edifícios inclinados da orla após resposta à Câmara Municipal

Marcello Sanches
Marcello Sanches

Publicado em 12 de agosto de 2026, 15:28 — Em Baixada Santista

1 min de leitura
Prédios tortos de Santos dispensam intervenção estrutural agora
Prédios tortos de Santos dispensam intervenção estrutural agora

Nenhum dos prédios tortos localizados na orla de Santos, no litoral paulista, necessita de intervenção estrutural imediata. A conclusão foi divulgada pela Secretaria de Obras e Edificações do município, a Seobe, em resposta a um requerimento apresentado pela Câmara Municipal que cobrava informações sobre a situação dos edifícios em desaprumo.

Segundo a secretaria, o posicionamento foi fundamentado em laudos de análise estrutural elaborados por profissionais especializados contratados pelos próprios condomínios. A prefeitura ressaltou, no entanto, que o monitoramento das edificações é realizado de forma periódica, a fim de identificar eventual necessidade de intervenções futuras.

A Seobe confirmou a existência de um levantamento oficial que relaciona todos os edifícios em situação de desaprumo no município. A lista, porém, não foi tornada pública pela administração municipal, que justificou a decisão pelo risco de interferência no mercado imobiliário local, com possíveis prejuízos aos proprietários e moradores.

A legislação municipal vigente obriga proprietários e condomínios a realizarem vistorias preventivas periódicas nas edificações. O processo exige a emissão de laudo técnico detalhado sobre anomalias identificadas, suas características e causas, incluindo a descrição de desaprumos excessivos quando constatados.

O requerimento da Câmara também questionou o andamento de uma proposta de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. Em abril deste ano, a prefeitura, o banco e a Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados, a Acopi, estudavam um modelo inédito de crédito para viabilizar obras de reaprumo nos cerca de 319 prédios afetados, com a prefeitura atuando como garantidora. O prefeito Rogério Santos, afastado para tratamento de saúde, havia indicado que o BNDES ainda não dispunha de um modelo de financiamento consolidado para esse tipo de intervenção.

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