Prédios tortos de Santos dispensam intervenção estrutural agora
Prefeitura monitora edifícios inclinados da orla após resposta à Câmara Municipal
Publicado em 12 de agosto de 2026, 15:28 — Em Baixada Santista

Nenhum dos prédios tortos localizados na orla de Santos, no litoral paulista, necessita de intervenção estrutural imediata. A conclusão foi divulgada pela Secretaria de Obras e Edificações do município, a Seobe, em resposta a um requerimento apresentado pela Câmara Municipal que cobrava informações sobre a situação dos edifícios em desaprumo.
Segundo a secretaria, o posicionamento foi fundamentado em laudos de análise estrutural elaborados por profissionais especializados contratados pelos próprios condomínios. A prefeitura ressaltou, no entanto, que o monitoramento das edificações é realizado de forma periódica, a fim de identificar eventual necessidade de intervenções futuras.
A Seobe confirmou a existência de um levantamento oficial que relaciona todos os edifícios em situação de desaprumo no município. A lista, porém, não foi tornada pública pela administração municipal, que justificou a decisão pelo risco de interferência no mercado imobiliário local, com possíveis prejuízos aos proprietários e moradores.
A legislação municipal vigente obriga proprietários e condomínios a realizarem vistorias preventivas periódicas nas edificações. O processo exige a emissão de laudo técnico detalhado sobre anomalias identificadas, suas características e causas, incluindo a descrição de desaprumos excessivos quando constatados.
O requerimento da Câmara também questionou o andamento de uma proposta de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o BNDES. Em abril deste ano, a prefeitura, o banco e a Associação dos Condomínios dos Prédios Inclinados, a Acopi, estudavam um modelo inédito de crédito para viabilizar obras de reaprumo nos cerca de 319 prédios afetados, com a prefeitura atuando como garantidora. O prefeito Rogério Santos, afastado para tratamento de saúde, havia indicado que o BNDES ainda não dispunha de um modelo de financiamento consolidado para esse tipo de intervenção.



