Polícia busca mãos de vítima para identificação digital
Suspeito confesso descreveu a mulher, mas não revelou o nome
Publicado em 4 de agosto de 2026, 14:35 — Em Rio Preto

O Departamento de Investigações sobre Crimes contra a Pessoa (Deic) de São José do Rio Preto aguarda a localização das mãos da vítima de um homicídio para tentar identificá-la por meio de impressões digitais. O caso envolve um suspeito já preso e confesso, que voltou a prestar depoimento às autoridades, mas não revelou o nome da mulher assassinada.
Durante o novo depoimento, o detido forneceu uma descrição física da vítima aos investigadores. Apesar das informações prestadas, a identidade da mulher segue desconhecida, o que impede o avanço de etapas fundamentais da investigação, como a comunicação oficial do óbito e a conclusão do inquérito.
A polícia trabalha com a hipótese de que a vítima vivia em situação de rua. Essa circunstância dificultaria tanto o reconhecimento por parte de familiares quanto o rastreamento de registros civis ou documentos que pudessem auxiliar na identificação. Pessoas em situação de vulnerabilidade social frequentemente não constam em bancos de dados atualizados.
A estratégia adotada pelo Deic para superar esse obstáculo é a análise das impressões digitais, técnica que pode cruzar dados com registros oficiais existentes em sistemas de segurança pública e identificação civil. Para isso, no entanto, é necessário localizar as mãos da vítima, que ainda não foram encontradas pelas equipes policiais.
As buscas pelos vestígios continuam sob coordenação do Deic. O caso segue em investigação, e novas diligências estão sendo realizadas para tentar esclarecer a identidade da vítima e as circunstâncias completas do crime.



