Operação investiga quadrilha suspeita de aplicar golpes de R$10 milhões em São Paulo
Grupo aplicava fraudes na venda de veículos e imóveis em São Paulo.
Publicado em 1 de setembro de 2026, 09:39 — Em Sorocaba

A Polícia Civil de São Paulo deflagrou nesta segunda-feira, dia 31, a Operação Mosaico, que investiga uma quadrilha suspeita de aplicar golpes em negociações de veículos e imóveis. De acordo com as investigações, o esquema teria provocado um prejuízo estimado em R$10 milhões.
Coordenada pela Delegacia de Cotia, na Região Metropolitana de São Paulo, a operação foi realizada simultaneamente em endereços de Jundiaí, Sorocaba, Santos e da capital paulista. Ao todo, foram expedidos 13 mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária.
A investigação busca esclarecer como o grupo atuava, identificar a participação individual dos suspeitos e verificar se havia uma divisão de tarefas entre os envolvidos. Os policiais também pretendem rastrear a movimentação de bens e valores para entender o destino dos recursos obtidos por meio das fraudes.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes estiveram em imóveis comerciais e residenciais relacionados aos investigados. Em um dos locais vistoriados, foram encontrados cinco veículos de luxo, duas motocicletas e armas de fogo.
A origem dos veículos e a possível relação dos bens com os crimes investigados ainda serão analisadas pela Polícia Civil. A situação e a procedência das armas também deverão ser esclarecidas no decorrer do inquérito.
O endereço onde parte dos bens foi localizada já havia sido alvo de uma operação realizada pelo Ministério Público de São Paulo, com apoio da Polícia Militar, na quinta-feira, dia 27.
Suspeito não foi encontrado em Jundiaí
Um dos principais alvos da Operação Mosaico tinha um mandado de prisão temporária expedido pela Justiça. Os policiais foram até o endereço dele, em Jundiaí, mas encontraram o imóvel vazio.
O investigado não foi localizado e é considerado foragido da Justiça.
A localização desse suspeito é considerada importante para o avanço das apurações, que buscam compreender o papel desempenhado por cada integrante e a forma como os valores e bens circulavam entre os envolvidos.
Dados eletrônicos serão analisados
Além dos documentos e objetos encontrados durante as buscas, a investigação também terá acesso a informações armazenadas em dispositivos eletrônicos.
A Justiça autorizou a apreensão, perícia e extração de dados de celulares, computadores e outros equipamentos, incluindo arquivos mantidos em serviços de armazenamento em nuvem.
O material deverá ser analisado pelos investigadores para auxiliar na reconstrução das operações do grupo, identificar possíveis conexões entre os suspeitos e acompanhar a movimentação financeira relacionada aos crimes.
A Polícia Civil também pretende verificar a extensão da atuação da organização e individualizar a conduta de cada investigado.
Força-tarefa
A Operação Mosaico mobilizou 50 policiais civis, distribuídos em 22 equipes, e contou com o apoio do Grupo de Operações Especiais.
As diligências fazem parte de uma investigação que segue em andamento. A partir da análise dos materiais apreendidos, a Polícia Civil deverá buscar novas informações sobre a estrutura do grupo, a origem dos bens encontrados e o caminho percorrido pelos valores que teriam sido obtidos por meio das fraudes.
Até o momento, os investigados são tratados como suspeitos no âmbito da apuração, e a responsabilidade individual de cada um deverá ser definida no decorrer do processo investigativo.




