MPT investiga assédio eleitoral em São Bernardo
Prefeitura tem 48 horas para se pronunciar
Publicado em 23 de setembro de 2026, 10:06 — Em Grande ABC

O Ministério Público do Trabalho (MPT) notificou a Prefeitura de São Bernardo do Campo após receber denúncias sobre assédio eleitoral envolvendo servidores municipais. O órgão determinou um prazo de 48 horas para que a administração local tome medidas efetivas para prevenir e combater essa prática, que pode comprometer a integridade do ambiente de trabalho e a liberdade de escolha dos funcionários.
As investigações do MPT foram iniciadas a partir de relatos de servidores que afirmam ter sido alvo de pressões para apoiar candidatos em período eleitoral. Os depoimentos colhidos até o momento indicam que essas pressões podem ter sido realizadas por superiores hierárquicos, gerando um ambiente de intimidação que prejudica a autonomia dos trabalhadores. O assédio eleitoral é uma prática ilegal e pode resultar em penalidades severas para os responsáveis.
O inquérito, que está em andamento, busca entender a extensão e a gravidade das denúncias apresentadas. O MPT tem como objetivo garantir que os direitos dos trabalhadores sejam respeitados, especialmente em um período em que a liberdade de escolha é fundamental para a democracia. A falta de ações para coibir tal prática pode levar a sanções administrativas e judiciais contra a prefeitura.
A notificação é um passo importante na luta contra assédio no ambiente de trabalho, e o MPT poderá acompanhar de perto as ações da prefeitura para garantir a implementação de políticas de prevenção adequadas. As medidas esperadas incluem campanhas de conscientização e a criação de canais seguros para que os servidores possam denunciar qualquer tipo de coerção.
A Prefeitura de São Bernardo do Campo, ao receber a notificação, deverá se manifestar oficialmente sobre as ações que pretende adotar para resolver a situação. O impacto dessa investigação é significativo, pois envolve a proteção dos direitos trabalhistas e a integridade do processo eleitoral.
Os próximos passos envolvem a análise das respostas da prefeitura e, dependendo do que for apresentado, o MPT poderá instaurar ações judiciais ou administrativas para garantir que a situação seja corrigida. A expectativa é que a administração municipal trate o assunto com a seriedade que ele exige, assegurando um ambiente livre de assédio para todos os servidores.




