JUNDIAÍ

Militar morre de febre maculosa após treinamento

Jovem de 20 anos contraiu a doença durante exercício em área de mata na cidade.

GP
Guilherme Pinazza

Publicado em 1 de julho de 2026, 16:50 — Em Jundiaí

2 min de leitura
Militar morre de febre maculosa após treinamento
Militar morre de febre maculosa após treinamento

Um militar de 20 anos morreu no último sábado (27) após contrair febre maculosa, doença transmitida pelo carrapato-estrela. Pedro Henrique Freiman Pereira era aluno do 1º ano do Curso de Formação e Graduação de Sargentos da Escola de Sargentos das Armas (ESA) e participou de um exercício de instrução regular em Jundiaí dias antes de apresentar os primeiros sintomas.

O jovem esteve no 12º Grupo de Artilharia Antiaérea (12º GAAAe), localizado às margens da Rodovia Anhanguera, em Jundiaí, entre os dias 8 e 11 de junho. A atividade foi realizada em área de mata, conforme informado pelo Comando do Exército. Os primeiros sinais da infecção, como febre e dores, surgiram no dia 17 de junho.

Diante do agravamento do quadro clínico, Pedro Henrique foi transferido para o Hospital Militar de Área de São Paulo, na capital paulista, onde recebeu tratamento intensivo. O jovem, no entanto, não resistiu às complicações da doença. O Exército declarou que investiga o local exato onde ocorreu a picada do carrapato e que presta assistência à família.

A Prefeitura de Jundiaí confirmou a morte na terça-feira (30) e informou que acompanha o caso. Segundo o município, Jundiaí registra, em 2026, apenas um caso confirmado de febre maculosa, datado de junho deste ano. A prefeitura aguarda a notificação oficial das autoridades sanitárias para concluir o vínculo epidemiológico com o território municipal. No ano anterior, a cidade havia registrado um caso confirmado com evolução para óbito.

A febre maculosa é uma doença infecciosa grave causada pela bactéria Rickettsia rickettsii, transmitida pela picada do carrapato-estrela. Os sintomas iniciais incluem febre alta, dores de cabeça e manchas na pele. O diagnóstico e tratamento precoces são determinantes para a sobrevivência do paciente. Autoridades de saúde orientam a população a evitar áreas de mata sem proteção adequada e a realizar inspeção no corpo após qualquer contato com vegetação.

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