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Marinho chama Congresso de “tragédia” e defende mudança

Ministro cobra renovação do Congresso e critica atual composição do Parlamento.

Amanda Mendes
Amanda Mendes

Publicado em 17 de agosto de 2026, 10:23 — Em São Paulo

2 min de leitura
Marinho chama Congresso de “tragédia” e defende mudança
Marinho chama Congresso de “tragédia” e defende mudança

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou neste domingo (16) que uma das principais tarefas do campo político ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será alterar o perfil do Congresso Nacional para ampliar o espaço de pautas voltadas aos trabalhadores.

A declaração ocorreu durante o lançamento da campanha pela reeleição de Lula, em São Bernardo do Campo (SP), berço político do presidente. Ao comentar a disputa eleitoral para o Legislativo, Marinho fez duras críticas ao atual Parlamento e classificou a composição da Câmara e do Senado como uma “tragédia”.

“Além do presidente Lula, nós temos uma tarefa revolucionária de mexer com o perfil do Parlamento brasileiro, que é uma tragédia”, afirmou. Na sequência, o ministro pediu atenção dos eleitores às escolhas para os Legislativos federal e estaduais.

Marinho defendeu que a mudança não fique restrita ao Congresso Nacional e alcance também as assembleias legislativas. Durante o discurso, pediu apoio a nomes alinhados ao grupo político de Lula e citou diretamente Fernando Haddad (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, além de Simone Tebet (PSB) e Marina Silva, mencionadas para a disputa ao Senado.

A fala ocorre em um momento em que a composição do Congresso se torna peça central para qualquer projeto político que pretenda avançar a partir de 2027. Para o governo, a eleição de parlamentares mais próximos de sua agenda pode facilitar a aprovação de propostas trabalhistas e sociais. Para os críticos, porém, o discurso também pode ser interpretado como uma tentativa de transformar a eleição legislativa em uma extensão da disputa presidencial.

A declaração de Marinho recoloca uma questão importante no centro da eleição: o eleitor deve escolher deputados e senadores principalmente pela proximidade ideológica com o presidente ou pela capacidade individual de representar interesses da sociedade?

A composição do Congresso é resultado direto das escolhas feitas nas urnas e, ao mesmo tempo, determina os limites de atuação de qualquer governo. Criticar o Parlamento pode mobilizar uma base política, mas também levanta o desafio de reconhecer que a democracia depende justamente da pluralidade de posições.

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