ESTADO SP

Marina Silva condena hostilidade em ato de campanha e diz que violência política contra mulheres não pode ser normalizada

Candidata ao Senado por São Paulo foi abordada de forma agressiva durante caminhada com mulheres no centro da capital e defendeu investigação do episódio e responsabilização dentro da lei.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 19 de agosto de 2026, 10:44 — Em São Paulo

2 min de leitura
CanalEstado SP
Marina Silva condena hostilidade em ato de campanha e diz que violência política contra mulheres não pode ser normalizada
Marina Silva condena hostilidade em ato de campanha e diz que violência política contra mulheres não pode ser normalizada

A candidata ao Senado por São Paulo Marina Silva (Rede Sustentabilidade) se manifestou ontem, terça-feira dia 18, sobre o episódio ocorrido durante uma caminhada política na segunda-feira, dia 17, na região central da capital paulista. A ex-ministra do Meio Ambiente agradeceu as mensagens de apoio recebidas após o caso e defendeu que os fatos sejam investigados e que eventuais responsáveis sejam responsabilizados dentro da legislação.

Marina destacou que as manifestações de solidariedade vieram de diferentes setores da sociedade, incluindo pessoas que não compartilham de seu posicionamento político. Na avaliação dela, a reação ao episódio demonstra que há espaço para uma união em torno da rejeição a atitudes que ultrapassem os limites do debate democrático.

Para a candidata, o episódio não deve ser analisado apenas como uma situação individual. Marina associou o ocorrido à violência política de gênero, que, segundo ela, atinge mulheres que ocupam ou buscam ocupar espaços públicos e de poder. Esse tipo de violência pode aparecer em agressões, constrangimentos, intimidações e tentativas de impedir que mulheres participem da vida política.

Ela defendeu que esse tipo de comportamento não seja tratado como algo normal ou inevitável da disputa eleitoral. Marina também cobrou uma apuração cuidadosa e a responsabilização de quem tenha cometido alguma conduta ilegal, além de reforçar a importância de preservar o respeito e a convivência democrática.

Mesmo após o episódio, a candidata afirmou que pretende manter sua agenda de campanha e continuar percorrendo São Paulo para conversar com eleitores. Segundo Marina, críticas, manifestações contrárias e divergências fazem parte do processo democrático, mas agressões e intimidações não podem ser confundidas com liberdade de expressão.

“As mulheres merecem respeito. São Paulo merece respeito”, afirmou.

O caso aconteceu na segunda-feira, dia 17, durante a primeira atividade de campanha de Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo. A agenda foi marcada por uma caminhada com mulheres no centro da capital e contou também com a participação das candidatas ao Senado pela chapa, Marina Silva e Simone Tebet (PSB).

Durante o percurso, Marina relatou ter sido abordada de maneira agressiva por um homem que não conhecia. Segundo o relato da candidata, ela havia se afastado momentaneamente do grupo para evitar empurrões e a concentração da multidão.

Foi nesse momento que, de acordo com Marina, o homem se aproximou, segurou seu ombro e dirigiu palavras hostis a ela. Assessores que acompanhavam a candidata intervieram e afastaram o homem. Marina também relatou que recebeu auxílio em um estabelecimento comercial após a abordagem.

Ao comentar o episódio, ela afirmou que o homem não se identificou e apresentou comportamento agressivo. Marina também relacionou o caso a outras situações de hostilidade registradas durante a campanha de Haddad e disse esperar que episódios dessa natureza permaneçam como casos isolados.

A ocorrência provocou manifestações de solidariedade de diferentes setores políticos e reacendeu o debate sobre os limites entre a manifestação política e atos de intimidação ou violência durante o período eleitoral.

Gostou? Compartilhe:

Leia também