Homicídios triplicam no Alto Tietê em julho
Estupros também sobem 50% na região, segundo a SSP-SP
Publicado em 3 de setembro de 2026, 12:03 — Em Mogi das Cruzes

Os índices de homicídios e estupros registraram alta expressiva no Alto Tietê em julho de 2026, na comparação com julho de 2025. Os dados foram divulgados pela Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) e abrangem as dez cidades da região.
Os homicídios passaram de três para nove casos, ou seja, triplicaram em um ano. Os registros de estupro subiram de dez para 15 ocorrências, alta de 50%. Os casos de estupro de vulnerável, contabilizados separadamente pela SSP, recuaram de 37 para 35.
Itaquaquecetuba concentrou o maior número de homicídios em julho deste ano, com quatro registros, ante um caso no mesmo período de 2025. Mogi das Cruzes passou de um para três ocorrências. Arujá e Ferraz de Vasconcelos registraram um caso cada, após não apresentarem nenhum em julho do ano anterior. Santa Isabel, por sua vez, saiu de um registro em 2025 para nenhum em 2026.
Nos crimes de estupro, Mogi das Cruzes liderou os registros da região, com sete ocorrências em julho de 2026, ante quatro no mesmo mês de 2025. Itaquaquecetuba passou de três para quatro; Suzano, de dois para três; e Santa Isabel saiu de zero para um. Arujá, que havia registrado um caso em 2025, não contabilizou nenhum em 2026.
Ainda no campo dos crimes sexuais, os registros de estupro de vulnerável caíram 5,4% na região, mas Itaquaquecetuba apresentou salto expressivo: de quatro para 13 casos em julho. Suzano registrou sete ocorrências, duas a mais do que no mesmo período do ano anterior.
As tentativas de homicídio se mantiveram estáveis, com nove registros em julho de 2025 e de 2026. Neste ano, Mogi das Cruzes e Suzano tiveram três ocorrências cada; Ferraz de Vasconcelos, duas; e Poá, uma. Os crimes contra o patrimônio, segundo a SSP-SP, apresentaram queda na região no período analisado.




