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Haddad denuncia falta de coletes para a polícia de São Paulo e escassez de tornozeleiras para agressores

Em sabatina conduzida por Juliana S. Salto, candidato classifica infraestrutura de segurança como precária e cobra rigor no cumprimento de medidas protetivas.

Juliana Scudeler Salto
Juliana Scudeler Salto

Publicado em 25 de setembro de 2026, 15:26 — Em São Paulo

2 min de leitura
Haddad denuncia falta de coletes para a polícia de São Paulo e escassez de tornozeleiras para agressores
Haddad denuncia falta de coletes para a polícia de São Paulo e escassez de tornozeleiras para agressoresFoto: Washington Costa/MF

A condução da segurança pública no estado de São Paulo foi um dos temas de maior embate durante a entrevista de Fernando Haddad ao podcast Política em Pauta, do Canal Estado SP. Em conversa com a jornalista Juliana S. Salto, o candidato ao governo estadual denunciou a falta de insumos básicos para as forças policiais e criticou a gestão das ferramentas de monitoramento de agressores de mulheres.

Déficit de Equipamentos de Proteção

Durante o bloco destinado à segurança, Haddad classificou como inadmissível a situação da infraestrutura das polícias Civil e Militar no estado mais rico da federação. O candidato destacou relatos de falta de coletes à prova de balas para os policiais em serviço, apontando o problema como um reflexo da precarização do trabalho das forças de segurança.

“"Como podemos exigir eficiência e proteção da polícia se o próprio Estado falha em fornecer o colete à prova de balas, que é o equipamento básico de sobrevivência do policial?" — Fernando Haddad.”

Monitoramento de Agressores e Lei Maria da Penha

Outro gargalo apontado pelo candidato foi a escassez de tornozeleiras eletrônicas destinadas ao monitoramento de agressores enquadrados na Lei Maria da Penha. Segundo Haddad, a falta desses dispositivos compromete a eficácia das medidas protetivas de urgência e deixa mulheres em situação de vulnerabilidade desassistidas pelo poder público.

Letalidade Policial e Crise da Cracolândia

O candidato também abordou o aumento nos índices de letalidade policial registrados em São Paulo, defendendo a necessidade de retomar protocolos rígidos de uso da força e de investir em inteligência policial no combate ao crime organizado.

Ao final, ao tratar da crise humanitária e de segurança na região da Cracolândia, no centro da capital, Haddad defendeu uma atuação coordenada entre as áreas de saúde pública, assistência social e segurança, criticando ações isoladas que apenas dispersam os dependentes químicos pelas vias públicas.

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